Já com nove Grandes Prémios cancelados ou adiados, a Fórmula 1 continua a trabalhar para perceber quando se poderá iniciar a temporada e parece que está, finalmente, a ver a luz ao fundo do túnel. Essa luz é a Áustria, que deverá levantar as medidas de confinamento na próxima terça-feira, face ao sucesso das medidas de contenção, o que dá esperança para que a época possa arrancar mesmo no Red Bull Ring, a 5 de julho, e logo com corridas... a dobrar.
Até esta data, só o GP de França (28 de junho) é que ainda não foi adiado, mas isso não deve tardar muito, pois o número de casos positivos e de mortes continua a aumentar de dia para dia.
E devido a um arranque tão tardio do Mundial, as perdas de receitas televisivas podem transformar-se num grande problema e, por isso, a realização de duas provas na mesma pista pode ser a solução, pois avançava-se rapidamente no calendário... e sem sair do mesmo sítio.
A Ferrari já veio garantir que quer ser parte da solução e concorda com esta fórmula dos Grandes Prémios a dobrar. "Para ser considerado um Campeonato do Mundo tem de ter pelo menos oito provas, mas estamos todos a olhar para além disso. Da nossa parte, estamos prontos para tudo, desde fins de semana mais curtos a acumular corridas numa pista. Temos de ser flexíveis", afirma Mattia Binotto, diretor da Scuderia.
Patrões também cortam
Já se sabia que a Fórmula 1 tinha colocado metade dos seus 500 funcionários em licença até ao final de maio, pois a maioria destes trabalhavam apenas em fins de semana de corridas. Porém, agora a organização anunciou que vai mesmo cortar 20% nos salários dos principais dirigentes, com Chase Carey, diretor-executivo e presidente do conselho de administração a sofrer uma redução ainda maior.
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