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Red Bull luta para transformar "flop" RB10 num vencedor

Red Bull luta para transformar "flop" RB10 num vencedor
• Foto: getty images

A Red Bull enfrenta uma situação inédita no últimos cinco anos, com problemas graves a marcarem o dia-a-dia de engenheiros e pilotos à medida que o tempo escasseia cada vez mais na contagem decrescente para o arranque da temporada em Melbourne (Austrália), a 16 de março.

Nas duas baterias de testes já realizadas, em Espanha( Jerez de la Fontera, 28 a 31 de janeiro) e Bahrain (Sakhir, 19 a 22 de fevereiro) foram notórias as dificuldades em ganhar quilómetros, face a novos problemas que, como desabafou Sebastian Vettel, surgiam uns atrás dos outros no RB10.

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A unidade motriz híbrida da Renault é o cerne da questão e o construtor francês admitiu atrasos no desenvolvimento, os quais ameaçam custar caro aos clientes que, além da Red Bull, são ainda Toro Rosso, Lotus e Caterham.

A equipa de Milton Keynes tem ao seu serviço um homem que já passou por situações semelhantes e soube dar a volta por cima, mas o director técnico Adrian Newey terá pela frente um dos maiores desafios da sua longa carreira, numa temporada em que a F1 vive uma revolução de dimensão superior, com o regulamento técnico a sofrer as maiores modificações das últimas três décadas.

Para a história, como a que dar algum “alento” à Red Bull, ficam casos de equipas que arrancaram com carros maus e ainda foram a tempo de os transformar em ganhadores. Entre os exemplos, está Newey.

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McLaren MP4-24

O carro projectado pela dupla Paddy Lowe/Pat Fry para a temporada 2009 começou os testes com registos a mais de 2 segundos de diferença para os carros mais rápidos.

O conceito inovador para a asa dianteira e a ausência de duplo difusor – rectificada mais tarde quando se percebeu que a peça introduzida pela Brawn GP (que a levaria à vitória) era legal -, não resultou, mas a partir do GP da Alemanha, a meio da temporada, as evoluções começaram a surtir efeito, com Lewis Hamilton a somar cinco pódios - entre os quais duas vitórias, ficando para a história como o primeiro carro com sistema de recuperação de energia cinética (KERS) a triunfar -, nos últimos oito GP.

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Ferrari F2012

Das apresentações dos carros para a temporada 2012, o F2012 da Ferrari sobressaia pelo nariz estranho e pelo sistema de suspensão dianteira escolhido, “pullrod”, único contra os “pushrod” do restante “paddock”.

Apesar do desequilíbrio e dificuldades de afinação, a verdade é que Fernando Alonso só não conseguiu bater Sebastian Vettel, que no RB8, se sagrou campeão, mas com apenas três pontos de vantagem sobre o espanhol.

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Ferrari 640 (F1-89)

A escuderia de Maranello começou da melhor forma a temporada de 1989, com Nigel Mansell a vencer no Brasil, mas o britânico acumularia depois quatro desistências consecutivas, mais uma desqualificação, com problemas mecânicos a marcarem o ritmo (transmissão).

Ainda assim, Mansell terminou no quarto lugar do Mundial de Pilotos (venceu mais uma vez e somou dois segundos lugares e dois terceiros) e a Ferrari no terceira nos Construtores.

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BMW F1.08

O carro da BMW de 2008 para Robert Kubica e Nick Heidfeld pegou partidas aos engenheiros que não obtinha em pista os dados que esperavam, com base no túnel de vento.

Com as correcções aerodinâmicas feitas e o chassis afinado, o F1.08 revelou-se competitivo, levando Kubica ao triunfo no Canadá, o qual, com mais cinco presenças no pódio, lhe valeram o quarto lugar no Mundial de Pilotos. A BMW ficaria no terceiro lugar nos Construtores.

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Williams FW25

O carro da Williams para 2003, como motor BMW, não começou bem, mas a equipa reagiu bem e as alterações na aerodinâmica e suspensão transformaram-no numa arma que meteu medo a Ferrari e McLaren-Mercedes. Todavia, erros de pilotos (Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher) e de estratégia impediram a Williams de chegar aos títulos – Montoya foi 3.º e a equipa ficou em 2.º.

Williams FW16

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O carro projectado por Adrian Newey para a temporada de 1994, propulsionado por um motor Renault, fica na história da F1 como aquele em que morreu Ayrton Senna.

Ao abrigo do novo regulamento técnico que baniu as suspensões ativas utilizados nos três anos anteriores, o aerodinamicamente arrojado projecto do engenheiro britânico revelou-se um carro imprevisível no arranque da temporada.

Na terceira ronda, o GP de San Marino, no circuito italiano de Imola, deu-se o acidente de Senna, que forçou alterações de fundo, materializadas na versão B do FW16, um carro vencedor nas mãos de Damon Hill, que acabaria em segundo lugar no campeonato a apenas um ponto de Michael Schumacher (Benetton-Ford). A escuderia conquistou o título de Construtores.

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Williams FW07

No final da década de 1970, também na Williams, que fundou em parceria com Frank Williams, Patrick Head viveu um problema semelhante ao de Newey, com o carro para a temporada de 1979.

O FW07, com motor Ford Cosworth, foi o primeiro carro com base no principio do efeito de solo, tecnologia introduzida pelo mítico engenheiro Colin Chapman, na Lotus.

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Depois de um péssimo arranque de temporada, com seis abandonos nas nove primeiras corridas, Alan Jones (que formava equipa com Clay Regazzoni) ainda foi a tempo de somar quatro triunfos, ficando no terceiro lugar do Mundial de Pilotos, com a Williams em segundo nos Construtores.

McLaren MP4 (MP4/1)

Para a temporada de 1981, a McLaren introduziu um carro revolucionário desenhando pelo projectista britânico John Barnard, com chassis de fibra de carbono.

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O arranque do MP4 foi muito complicado, com John Watson e Andrea de Cesaris a acumularem desistências. A meio da temporada começaram a surgir resultados, com Watson a vencer em casa, no circuito de Silvertone.

Lotus 72A

A versão A do Lotus 72, carro da escuderia britância com motor Ford Cosworth, projectado por Colin Chapman e Maurice Philippe para a temporada de 1970, tinha problemas de suspensão e de distribuição de peso que levaram a maus resultados na estreia, em Espanha, segunda prova da temporada, com John Mile a falhar a qualificação, e Jochen Rindt a desistir na corrida.

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Os problemas foram sendo resolvidos - com a escuderia a utilizar mesmo carros mais antigos, como o 49C - e Rindt revelou-se o mais regular do campeonato, terminado a temporada no primeiro lugar, com a Lotus a conquistar também o Mundial de Construtores.

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