Afinal a Force India não queria mudança na qualificação

Fernley tentou convencer diretores de outras equipas a darem tempo ao novo sistema

• Foto: Getty Images

A unanimidade entre os diretores das escuderias na votação pelo regresso ao antigo sistema de qualificação foi questionada pela Force India, que entende ser necessário mais tempo para fazer uma avaliação justa e concreta do processo. O novo formato entrou em vigor na primeira ronda do Mundial, em Melbourne (Austrália), depois de ser apresentado no final de fevereiro.

Numa reunião no domingo os diretores votaram pela anulação do sistema, com efeito já para o GP do Barhain, a segunda prova da temporada, que tem lugar entre 1 e 3 de abril, e foi passada a informação de que todos estariam de acordo. Mas não é bem assim.

"Quando se está preparar uma tomada de decisão cujo objetivo é influenciar a corrida, como é que se pode desistir ainda antes de se ter feito a corrida? Esse foi o meu argumento", justificou Robert Fernley, diretor da Force India em declarações ao site da revista "Motorsport".

"Quando se pensa em fazer algo deste tipo não se deve tomar uma decisão em cima do joelho, deve deixar-se o processo andar e depois olhar para trás à luz do dia e escolher o que é bom, questionando 'será que posso usar isto?', 'é preciso rotocar algumas áreas?', 'Há alguma coisa mesmo errada?'. Não é preciso deitar fora o bebé com a água do banho", acrescentou diretor da Force India, ressalvando que a sua escuderia nunca se colocará como força de bloqueio "quando se trata de coisas que podem ser boas para os fãs e para a F1".

"Mas estávamos todos a trabalhar dentro de uma panela de pressão [na qualificação], pelo que me parece uma vergonha deitar tudo fora quando ainda não fizemos uma avaliação correta", encerrou Fernley, que se coloca assim ao lado de Paul Hembery, diretor da Pirelli, fornecedor de pneus da F1.

"Houve pontos positivos e negativos na qualificação. Acho que a Q3 tem de melhorar - não haver carros na pista foi visto pelos fãs e os espectadores como negativo. Mas isso pode ser facilmente resolvido se voltarmos ao Q3 do ano passado", disse Hembery.

O antigo formato de qualificação prevês também três partes (Q1, Q2 e Q3), mas não contempla a eliminação progressiva dos pilotos mais lentos em pista.

Por António Espanhol
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