Bearman quebra silêncio sobre assustador acidente de Suzuka e culpa Colapinto: «O que ele fez é inaceitável»

Em causa a mudança de trajetória com uma diferença de velocidade tão grande

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Bearman critica Colapinto após acidente em Suzuka
Bearman critica Colapinto após acidente em Suzuka • Foto: Getty Images

Praticamente três semanas depois, Oliver Bearman quebrou o silêncio sobre o . Ao podcast Up to Speed, o britânico da Haas não poupou nas palavras e culpou Franco Colapinto pelo sucedido. Em causa a decisão do argentino em mexer a sua trajetória, numa altura em que ambos lutavam pela 17.ª posição, havendo uma diferença de velocidade tão grande entre os dois carros.

"O Franco mexeu-se à minha frente para defender a sua posição. No ano passado teria sido no limite, mas provavelmente aceitável, porque haveria 5 a 10 km/h de diferença. Mas com 50 km/h, ele não me deixou muito espaço e eu tive de evitar um acidente muito maior. Quando ele se mexe para a esquerda, foi um movimento pequeno, mas com aquela diferença de velocidade qualquer movimento é enorme. Por isso, tive muita sorte em não chocar contra ele. Poderia ter sido muito, muito pior se tivesse", assumiu o britânico de 20 anos.

Bearman diz que a situação é ainda mais grave porque foi algo falado uns dias antes... "Foi algo que falámos na sexta-feira, o que torna tudo mais frustrante. Falámos entre todos os pilotos: temos de respeitar-nos um pouco mais, defender a posição um pouco mais cedo, porque as diferenças de velocidade são as maiores que já tivemos no nosso desporto. E, dois dias depois, algo assim acontece, o que para mim é inaceitável. Ele viu-me chegar a mexeu-se. No ano passado teria sido sem problemas, mas este ano ele viu-me a aproximar-me demasiado tarde. Temos uma diferença tão grande de velocidade que mudar trajetória naquele momento é demasiado tarde. E eu vi-o a olhar para o espelho e e mover-se para a esquerda, o que não é bom. Temos de definir estas coisas entre os pilotos, ter mais respeito uns pelos outros, porque não fiquei nada contente com o que ele fez".

Ainda assim, o britânico não deixa também de apontar o dedo à FIA. "Temos de mudar algumas coisas e temos trabalhado juntos para tentar evitar estas grandes diferenças de velocidade. Porque, como disse, 50 km/h de diferença é como um carro na sua volta de arrefecimento e outro a puxar. E quando te mexes para defender torna-se perigoso. Estou feliz por estar bem".

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