China: Vettel critica entrada do Safety Car e o diretor de corrida dá explicação... dura

Whiting sublinha que não lhe cabe avaliar quem será ou não beneficiado com a decisão

• Foto: EPA

A primeira grande polémica da temporada 2018 do Mundial de Fórmula 1 aconteceu à terceira ronda, no GP da China, quando uma intervenção do Safety Car baralhou as contas da corrida numa altura em que Sebastian Vettel (Ferrari) estava em segundo lugar atrás de Valtteri Bottas (Mercedes) depois das paragens nas boxes - com pneus desgastados, o alemão acabaria por perder ainda mais posições (7.º) depois de Max Verstappen (Red Bull Racing) o ter forçado a fazer um pião com mais uma das suas manobras temerárias.

Vettel criticou a decisão do diretor de corrida da FIA, Charlie Whiting, sublinhando que o Safety Car deveria ter sido enviado assegurando que os pilotos que estavam na frente da corrida não eram prejudicados. Mas o britânico respondeu de forma firme, dizendo que não lhe compete fazer esse tipo de avaliação: "Quando decidimos recorrer ao Safety Car é por motivos de segurança e não me estou a preocupar quem é que vai ficar em vantagem ou em desvantagem."

"Esperámos até que existisse um bom espaço entre os carros. Os destroços estavam espalhados ao longo de vasta área e eu queria que esperar até que Safety Car ficasse atrás disso antes de mandar os comissários para a pista", adiantou ainda Whiting, explicando ainda a demora entre o aparecimento de destroços e a decisão.

"Até a velocidades impostas por Safety Car acho que não é seguro para os comissários cobrirem uma longa distância para chegarem aos locais. Por isso queria estar certo que existia um bom espaço para se poder fazer [a limpeza da pista], partindo da ideia de que os comissários iriam lá uma vez, limpariam, regressava, esperavam que os carros passassem e voltavam de novo", reforçou, para depois rebater a ideia de Vettel de que deveria ter sido accionado primeiro o Virtual Safety Car (VSC):

"Para mim os motivos pelos quais isto está a ser tão empolado um grande mistério. Temos o VSC desde 2015 e o Safety Car há 20 anos. Sabemos que em cada intervenção haverá vencedores e derrotados. Se nós tivermos de foicar a ponderar que é que vai ganhar ou perder e como é se pode gerir tudo de forma a contentar toda a gente não conseguiremos agir a tempo e o nosso trabalho é agir a tempo."

"Se os comissários tiverem de se deslocar uma grande distância vão ficar expostos. Sei que [os carros] estão a fazer volta a 30 por cento do potencial mas ainda assim é uma velocidade bastante aceitável e não tenho a certeza de se pode confira que os pilotos vão tomar as decidões corretas", encerrou Whiting.

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