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GP da Austrália não foi adiado e corre-se este fim-de-semana mesmo em cenário de pandemia mundial
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O campeão mundial de Fórmula 1, o britânico Lewis Hamilton (Mercedes), mostrou-se esta quinta-feira "surpreendido" por não ter sido suspenso o Grande Prémio da Austrália de Fórmula 1 devido à pandemia do Covid-19.
"Estou muito, muito surpreendido, por estarmos aqui [em Melbourne, onde se realiza a prova de abertura do Campeonato do Mundo no fim-de-semana]. Acho incrível haver corridas, mas estou chocado por estarmos todos sentados nesta sala", disse, na conferência de imprensa de lançamento do evento.
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"O dinheiro é o rei", desabafou", acrescentando: "Vemos os Estados Unidos a fecharem a fronteira a 26 países europeus, a NBA a suspender jogos, mas nós continuamos", apontou.
O seis vezes campeão mundial, que este ano pode igualar o recorde do alemão Michael Schumacher, mostrou preocupação com a possibilidade de haver contágios.
"Ainda esta manhã me cruzei com [o escocês] Jackie Stewart [de 80 anos] e com outras pessoas de idade. Para mim, é preocupante", disse Hamilton, frisando: "Espero que todos tenham cuidado e tomem precauções em tocar nas fechaduras e noutras superfícies".
Também o finlandês Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), campeão mundial em 2007, disse que levar a prova a cabo "provavelmente, não é a melhor decisão".
Neste momento, há suspeitas de que cinco elementos de equipas estejam contaminados com o novo coronavírus. Caso se confirme o positivo nas análises, as equipas a que pertencem deverão entrar todas em quarentena (Haas e McLaren).
"Ouvi dizer que os resultados só serão conhecidos dentro de cinco dias. Coincidência", ironizou Hamilton.
A pandemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.500 mortos em todo o mundo.
O número de infetados ultrapassou as 124 mil pessoas, com casos registados em 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 59 casos confirmados.
A China registou nas últimas 24 horas 15 novos casos de infeção pelo Covid-19, o número mais baixo desde que iniciou a contagem diária, em janeiro.
Até à meia-noite de quarta-feira (16:00 horas em Lisboa), o número de mortos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu em 11, para 3.169. No total, o país soma 80.793 infetados.
Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.
A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.
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