Diretor da McLaren diz que equipa ganhava corridas de imediato com motores... Mercedes

Declarações de Boullier colocam em xeque o parceiro Honda

• Foto: McLaren

O relacionamento entre a McLaren e a Honda, seu parceiro fornecedor de unidades motriz, não será o melhor depois dos resultados obtidos nas duas rondas de testes de pré-temporada que decorreram recentemente no Circuito da Catalunha. Lidas neste contexto, as declarações de Éric Boullier são demolidoras para o construtor japonês que regressou à F1 em 2015, com o objetivo de reeditar o êxito que teve a parceria com a escuderia de Woking entre as temporadas 1986 e 1991.

"Temos de fixar objetivos ambiciosos. Melhorar chassis, aerodinâmica, suspensão, o que tiver de ser. Acho que vamos ter um bom cenário. Vamos trazer mais peças ao longo dessas semanas, especificamente para a Austrália. O carro, o chassi, por exemplo, vai ser bom. Não sei se o motor vai poder lutar com Mercedes, Ferrari ou Renault, mas seremos competitivos se encontrarmos o pacote certo" adiantou o diretor da McLaren em entrevista ao jornal espanhol 'As".

Se já tinha ficado no ar o desequilíbrio entre graus de responsabilidade pelo fracasso que foram os testes, o engenheiro francês acabaria por as dissipar perante a insistência do jornalista. "Se acho que podíamos ganhar corridas com um motor Mercedes? Sim, acho que sim. Estaríamos a vencer outra vez de imediato."

"Se tivermos um [bom] motor, poderemos ser competitivos. Se não tivermos, não vamos ser competitivos. É simples", acrescentou o diretor da McLaren, cuja última vitória na F1 data do Grande Prémio do Brasil de 2012, disputado a 25 de novembro desse ano.

"A verdade é que estamos a ter mais problemas dos que esperávamos. Sabíamos que poderíamos encontrar algumas coisas mas, honestamente, não tantas como estamos a ter. A única saída é continuar a trabalhar no duro, voltar a competir com um novo conceito, encontrando solução para pequenos problemas, que na realidade é o pior que acontece. Investimos muito nos últimos dois anos para resolvê-los, para voltar a estar na frente. Temos de fazer um grande esforço em termos de engenharia para conseguir isso", sustentou Boullier", encerrando:

"A culpa não é só da Honda, também é nossa. Mas são problemas que não pudemos resolver antes, e estamos a ver isso nos testes. Alguns são de motor e poderíamos tê-los resolvido antes. O chassis é muito pesado para correr... Só temos de trabalhar e não ficar loucos - não sermos demasiado passionais e usar apanas a racionalidade para melhorar."

Por António Espanhol
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