Está encontrada a origem do problema que resultou na fratura da perna de mecânico da Ferrari
Francesco Cigarini foi atingido pelo carro de Räikkönen na corrida do GP do Bahrain
A temporada 2018 do Mundo de Fórmula 1 tem vindo a ser marcada por vários incidentes relacionados com paragens nas boxes, o último dos quais causou ferimentos de alguma gravidade a Francesco Cigarini, mecânico da Ferrari que ficou perna esquerda fraturada depois de ser atingido pelo carro de Kimi Räikkönen na corrida do GP do Bahrain.
Este problema, o sexto de uma série que começou nos testes de pré-temporada e já afetou McLaren-Renault e Haas-Ferrari - duas ocasiões para cada uma das escuderia e outra para Räikkönen, esta nos treinos livres do Bahrain - tem na sua origem a procura desenfreada das escuderias de formas de reduzir o tempo de paragem nas boxes para troca de pneus.
A Williams-Mercedes, recorde-se, trocou as quatro rodas do carro de Felipe Massa no GP do Azerbaijão de 2016 em apenas 1s92...
Os mecânicos são submetidos a treino intensivo - físico (ginásio) e simulações - e a tecnologia entrou em cena com as escuderias a adotarem e desenvolverem - cada uma à sua maneira - o sistema que a Ferrari estreou em 2008, o qual liga o accionamento das pistolas pneumáticas que apertam e desapertam as porcas das rodas dos carros a um semáforo que dá sinal ao piloto para arrancar quando tudo está em ordem.
O problema será mesmo o 'tudo estar em ordem' num sistema que não é totalmente automatizado - depende fortemente do factor humano para funcionar.
O site 'Motorsport' avança que Cigarini sentiu dificuldades em apertar a roda traseira do lado esquerdo e retirou a pistola da porca para a voltar a colocar de imediato e foi nesse curto período de tempo que o sistema da Ferrai informou Räikkönen que poderia arrancar.