Félix da Costa tem lugar "reservado" na F1
Piloto português deverá substituir Daniel Ricciardona Toro Rosso...
Os indicadores são claros e todos apontam no sentido de António Félix da Costa ser o escolhido para substituir Daniel Ricciardo – o australiano ruma à Red Bull – na Toro Rosso, no Mundial de 2014 de Fórmula 1. Mas, enquanto a confirmação não chega, o piloto português de 22 anos mantém a serenidade, concentrado, acima de tudo, na World Series by Renault, que tem nos dias 19 e 20 deste mês, na Catalunha, a última etapa da época.
“O António está tranquilo e motivado”, disse ao nosso jornal o irmão do piloto de Cascais, Duarte Félix da Costa. “Encontra-se focado em continuar a acelerar na World Series e em fazer um bom trabalho no simulador da Red Bull. Resta aguardar pela decisão.”
Decisão essa que deverá ser anunciada em breve, talvez até já no próximo fim de semana, durante o Grande Prémio da Coreia. As qualidades de pilotagem de Félix da Costa são apreciadas tanto pelo diretor da Toro Rosso, Franz Tost, como pelo responsável pelo programa de jovens pilotos da Red Bull, Helmut Marko, que terá a última palavra.
De resto, esta tem sido uma época de afirmação para Félix da Costa, não só pelos bons resultados conseguidos na World Series, como na hierarquia da Red Bull – o português já esteve em dois Grandes Prémios de F1 (China e Canadá) como terceiro piloto da equipa, além de várias presenças no simulador, função bastante importante para o bom desempenho dos monolugares em pista.
Elogios
Nesta corrida para um lugar na Toro Rosso em 2014, Félix da Costa tem a concorrência de Carlos Sainz Jr. e Daniil Kvyat. Mas, se sobre o espanhol, Franz Tost já salientou que o piloto precisa de ganhar experiência para chegar à F1, em relação ao russo, é ele próprio a reconhecer que a “pole position” nesta disputa pertence... a Félix da Costa.
“Há sempre uma hipótese, porque teoricamente é possível passar da GP3 ou mesmo da Fórmula 2.0 para a Fórmula 1. Mas, para ser realista, o António está numa posição muito boa. Cabe-lhe ter bons resultados [na Fórmula Renault 3.5] e convencer os chefes a escolherem-no como piloto da Toro Rosso”, afirmou.