Ferrari quer corrida a dois

Equipa italiana mostra ter carro competitivo e está disposta a complicar a vida à campeã Mercedes

• Foto: Reuters

O melhor que podia acontecer à F1 em 2017 – agora detida pela Liberty Media – era a Mercedes ter um rival à altura. Nos últimos anos a equipa alemã rodou praticamente sozinha, os GP tornaram-se monótonos, a prova perdeu emoção e as ‘pegas’ de Hamilton e Rosberg ganharam contornos de novela mexicana. Mas este ano parece ter aparecido outro protagonista, pois a Ferrari, a avaliar pelos testes de pré-época em Barcelona, não deu o defeso por mal empregue e criou um carro que deixou os engenheiros da Mercedes de olhos arregalados.

Num ano em que os monolugares parecem verdadeiras ‘bestas’ [ver infografia], são mais pesados e velozes, com os pilotos a serem sujeitos a níveis de força G impensáveis há uns anos, os oito dias de testes na Catalunha permitiram perceber quem se adaptou melhor aos novos regulamentos. E a Ferrari surpreendeu pela positiva, não só pelos tempos realizados, como pela fiabilidade demonstrada pelo seu motor. Mas, embora os testes possam ser um bom indicador, a verdade é que estão longe de dar certezas – veja-se o que sucedeu em 2016, com a Ferrari a dominar a pré-época sem conseguir vencer depois um único GP durante o campeonato...

Este ano, mais do que nunca, a evolução durante a temporada será crucial, pois a cada treino, a cada GP, os carros serão melhorados e ficarão cada vez mais rápidos. Foi neste aspeto que a Ferrari falhou em 2016, acabando ultrapassada pela Red Bull...

Esconder o jogo

A Mercedes, que continua a apresentar um carro para o título, parece não ter mostrado tudo em Barcelona; a imprensa espanhola dizia que além de rodar com o depósito cheio (o que torna o carro mais pesado e consequentemente mais lento), a equipa alemã percebeu o potencial da Ferrari no primeiro dia e a partir daí ‘ocultou’ 70 cv de potência da sua unidade motriz. Ou seja, só em Melbourne, este fim de semana, se verá o verdadeiro W08 EQ Power+ em todo o seu esplendor.

Mas a Ferrari também ter-se-á armado em jogadora de póquer, pois consta que Sebastien Vettel terá aliviado o acelerador na reta de uma das suas voltas mais rápidas registadas na segunda semana de treinos...

A Red Bull, este ano novamente equipada com motores Renault, surpreendeu igualmente com o seu RB13. A escuderia liderada por Chris Horner, que tem uma das duplas de pilotos mais equilibradas da grelha (Daniel Ricciardo e o irreverente Max Verstappen), trabalhou tranquilamente em Barcelona, mostrando ter um carro para repetir os feitos da última época, onde foi a única a ganhar provas (duas) além da Mercedes.

Os outros

Depois, logo atrás do ‘big three’ e a comandar o resto do pelotão, surge a Williams, que chegou a liderar a folha de tempos num dos dias. A Toro Rosso também tem um carro competitivo, à semelhança da Force India, que no ano passado terminou o Mundial de construtores na 4ª posição. Já a Renault, que depois de ter voltado à F1 sobre as cinzas da Lotus construiu, finalmente, o seu próprio chassis, surge com um novo motor (RS17) e aponta ao top 5 no Mundial de construtores.

Números

350 mil pessoas estiveram em Silverstone no fim de semana do Grande Prémio da Grã-Bretanha do ano passado (139 mil no dia da corrida), o mais concorrido dos 21 GP do calendário de 2016

28 mil bilhetes (não há números oficiais) foram emitidos para o Grande Prémio Europa, em Baku, que marcou a estreia do Azerbaijão no calendário do Mundial. Um fiasco em termos de assistência

Por Isabel Dantas
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