Fórmula 1 em Portugal: o preço dos bilhetes e o brutal impacto financeiro no país

Mundial regressa 24 anos depois com prova no Autódromo Internacional do Algarve

Site do Autódromo do Algarve foi abaixo com a procura intensa dos fãs de F1
Site do Autódromo do Algarve foi abaixo com a procura intensa dos fãs de F1
Site do Autódromo do Algarve foi abaixo com a procura intensa dos fãs de F1

O Mundial de Fórmula 1 vai regressar a Portugal em 25 de outubro, 24 anos depois da última vez, agora no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão. O Grande Prémio de Portugal vai ser disputado entre 23 e 25 de outubro, estando prevista a presença de público nas bancadas, disse à Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), Ni Amorim. Embora esse seja ainda um aspeto condicionado pela evolução da pandemia de covid-19, para já o site oficial do autódromo está a disponibilizar um primeiro pacote de 5.000 bilhetes, com preços que vão dos 85 aos 650 euros. No entanto, a euforia dos fãs foi tão grande que o site... foi abaixo.

De resto, o Grande Prémio terá uma influência significativa nas finanças do país. O economista Paulo Reis Mourão estima que o impacto da realização de um grande prémio de Fórmula 1 em Portugal possa chegar aos 130 milhões de euros, entre ganhos diretos e indiretos. Autor do livo "The Economics of Motorsports: The Case of Formula One", em que apresenta um estudo sobre a economia à volta da F1 desde o seu início, em 1950, Paulo Reis Mourão disse, em declarações à agência Lusa, que o impacto económico direto sem público pode rondar os 100 milhões de euros.

"O impacto direto, sem público, será algo entre 30 a 50 milhões de euros (num período até ano e meio a dois anos após a prova). Indireto (somando emprego criado, rendimento adicional, receitas fiscais, efeito multiplicador e promocional), e considerando a dimensão de Portugal, em contexto pandémico, pode ir até mais 40 a 50 milhões de euros", estima o professor de Economia na Universidade do Minho.

No entanto, com público - tal como prevê o contrato assinado com a Liberty (entidade organizadora do Mundial) - pode ser ainda superior. "Com público, podemos ter mais 20 a 30 milhões de euros. No entanto saliento aqui algo, o terrível custo do 'quase-lá': em muitos investimentos, aplica-se o conceito de 'poverty trap' - ou se fazem para serem bem-sucedidos ou então mais vale não fazer. Prometermos e esperarmos a prova e depois a mesma não se concretizar pode ser deveras prejudicial para a imagem externa do país, neste momento tão vulnerável", explicou Paulo Reis Mourão.

Por Record com Lusa
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