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Grande perda de receita se Grandes Prémios do Bahrein e da Arábia Saudita não forem realizados
A Fórmula 1 pode sofrer um prejuízo significativo caso sejam confirmados os cancelamentos dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita. Segundo relatórios que a revista Forbes teve acesso, a categoria máxima do desporto automóvel pode perder até 200 milhões de dólares (cerca de 175 milhões de euros) em receita.
O documento, elaborado pelo Banco de Investimentos Guggenheim Partners, estima que a não realização das duas provas representaria uma perda entre 166 e 175 milhões de euros em receita. Desse montante, cerca de 70 milhões correspondem ao EBITDA, indicador que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
A corrida no Bahrein está inicialmente programada para acontecer entre 10 e 12 de abril, enquanto a da Arábia Saudita está marcada para 17 a 19 do mesmo mês. Perante a insegurança na região devido à guerra no Médio Oriente, a expectativa é que a Formula 1 anuncie oficialmente o cancelamento das duas etapas nos próximos dias.
Vale destacar que o conflito já provocou impactos logísticos na temporada. Com o encerramento do espaço aéreo da região no início do mês, as equipas enfrentaram dificuldades para viajar para o Grande Prémio da Austrália. Além disso, um teste de pneus previsto para ocorrer no Circuito do Bahrein foi cancelado após um míssil atingir uma base da Marinha dos EUA localizada a cerca de 30 km do autódromo.
Mesmo com a iminente retirada das corridas do Bahrein e Arábia Saudita, a F1 ainda tem outras provas previstas no Oriente Médio em 2026: no Qatar, a 29 de novembro, e em Abu Dhabi, que encerra a temporada a 6 de dezembro, nos Emirados Árabes Unidos.
Recorde-se que caso as corridas sejam efetivamente canceladas, não haverá lugar a substituições devido a condicionalismos de logística, pelo que o Mundial de 2026 ficará com menos dois Grandes Prémios e a temporada passaria de 24 para 22 etapas, o que também explicaria o impacto financeiro projetado.
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