Hamilton desconfia da Ferrari

O campeão do Mundo diz que a escuderia italiana esconde alguma coisa para a 1.ª corrida do ano

• Foto: Reuters

A batalha começou muito antes de os carros se fazerem à pista, hoje em Melbourne, para os primeiros treinos livres da prova inaugural do Mundial. É que na conferência de imprensa de antevisão da corrida há quem tenha enviado algumas indiretas... para o vizinho do lado. Foi o caso do bicampeão do Mundo que não acredita que alguns dos adversários estejam tão distantes da Mercedes – dominadora nas duas últimas temporadas, sendo que em 2015 ganhou 16 dos 19 Grandes Prémios – como querem fazer crer.

"Parece que este ano a grelha de partida está mais próxima. Pessoalmente, penso que a Ferrari guarda alguma coisa na manga para este fim de semana", frisou Lewis Hamilton, para quem a escuderia italiana vai lutar pelo título. "Vai estar muito mais perto do que dizem. Vem de uma época em baixo mas vai estar por cima."

Motivado

Uma coisa é certa: não será por falta de motivação que o alemão Sebastian Vettel deixará de recuperar a coroa perdida para Hamilton nos dois últimos anos e dar razão ao britânico. O piloto da Ferrari surge como o adversário em melhores condições de fazer frente à armada da Mercedes, composta ainda por Nico Rosberg.

"Se não começares o ano com o objetivo de vencer então estás no lugar errado. Teria dificuldades em estar motivado apenas por estar na Fórmula 1", admitiu Vettel, que abordou ainda o novo formato de qualificação. "Claro que tentamos analisar o que isso significa. De facto ninguém sabe como irá ser na realidade a nova qualificação, o que não é uma situação positiva, trará alguma confusão." Mas, pese embora as novas regras, o alemão só está focado num coisa para os treinos de qualificação na Austrália: "Espero ser o piloto mais rápido e por isso o autor da ‘pole’. É o que importa."
O Mundial de Fórmula 1 arranca este fim de semana em Melbourne, na Austrália, com Hamilton à procura de se juntar a Sebastian Vettel e a Alain Prost com quatro títulos. Michael Schumacher lidera com 7, seguido de Juan Manuel Fangio, com 5.

Alonso pode vir a arrepender-se

E se a Ferrari começar a vencer, o que dirá Fernando Alonso, que deixou a escuderia há dois anos? "Se a Ferrari ganhar este ano, sim, arrepender-me-ei de ter saído, pois tinha contrato até este ano", confessou o espanhol, desde 2015 na McLaren. Sobre o que poderá ser o ano de 2016, disse: "Somos conscientes das dificuldades que teremos. Para todos os que não ganham, é igual ser 3.º, 7.º ou 18.º. E esse é o meu caso neste momento."

Por Ana Paula Marques
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