Iceman na frente na pré-temporada

A Ferrari foi a mais rápida nos testes de Barcelona. A Mercedes fez... 19 GP

Limitadas a oito dias de testes oficiais – contra os 12 que tiveram em 2015 –, as equipas procuraram aproveitar ao máximo a presença no circuito catalão de Montmeló, arredores de Barcelona, e a Ferrari acabou por fixar os dois carros no topo da folha de tempos. Kimi Raikkonen foi o mais rápido, mas o que mais impressionou nem foi a rapidez dos carros da equipa italiana. Em conjunto, Lewis Hamilton e Nico Rosberg cumpriram 6.022 km, o equivalente a 19 GP de Espanha.

O trabalho da Mercedes, que pouco rodou com os pneus de mistura mais macia (e logo passíveis de ajudar a baixar os tempos), deixou sério aviso a toda a concorrência. Não só os carros evidenciaram grande fiabilidade, como sugeriram que podem ser bastante mais rápidos quando for o momento de usar pneus macios.

Apenas três equipas – Manor, Haas e Sauber – ficaram abaixo dos 2.300 km percorridos, mas a McLaren não conseguiu muito mais do que isso, deixando a indicação de haver ainda muito trabalho para fazer. Aliás, Fernando Alonso ficou apenas na 16ª posição (em 23) relativamente ao número de quilómetros cumpridos. O que também indicia as dificuldades na equipa dirigida por Éric Boulier. O ‘top 10’ que publicamos abaixo serve apenas como indicador, mais ainda quando os tempos registados foram obtidos com pneus distintos e diferentes quantidades de combustível.

Restrições via rádio preocupam Hamilton

A juntar ao novo formato da qualificação e às alterações nos regulamentos que assinalamos aqui ao lado, a temporada de 2016 também é marcada pelas restrições nas comunicações rádio entre as boxes e os pilotos. A lista de informações que são fornecidas é particularmente extensa, mas há conjunto único de seis avisos que podem ser difundidos durante o período que antecede a corrida e quando o piloto já está no carro e a caminho ou na posição de partida.

"É uma mudança muito grande", diz Lewis Hamilton, sublinhando que não interessa se está ou não de acordo com estas restrições. "Vamos ter de memorizar muito mais coisas do que antes e isso vai tornar tudo muito mais complicado", considera o tricampeão do Mundo. A forma como toda a gente vai ter de adaptar-se à nova realidade não será igual e o britânico deixa até uma previsão quanto ao que pode acontecer. "Por vezes, até podem aparecer ‘post-it’ colados no carro ou no volante", antecipa o piloto britânico da Mercedes.

As restrições às comunicações rádio vão impedir, por exemplo, um conjunto de informações e procedimentos no momento da partida. Quando sair da boxe o piloto tem de saber a lição na ponta dos... dedos.

Nova definição da grelha não assusta

O novo formato da qualificação pode confundir os adeptos menos atentos, mas esse é apenas um facto negativo apontado por alguns pilotos. Já a resposta das equipas à lógica da eliminação não demorará muito até ficar tão eficaz como era nos anos anteriores. "Temos gente com muito talento, pessoas muito inteligentes e elas vão perceber perfeitamente o que é necessário fazer", afirmou Fernando Alonso, simplificando até a missão que espera os pilotos: "Não penso que tenha mudado muito. Vamos fazer voltas rápidas quando for o momento."

Novos regulamentos

1 Os carros podem ter dupla saída de escape. O objetivo é aumentar o som produzido pelo motor

2 Pilotos têm agora 5 motores para toda a temporada. A partir daí, por cada novo motor utilizado há penalização na grelha

3 As equipas dispõem de 32 fichas de desenvolvimento da unidade de potência. Podem usá-las ao longo da época.

4 Há maior liberdade e variedade na escolha dos diversos tipos de pneus. A Pirelli disponibiliza três misturas (para piso seco) por GP, já incluindo os novos ‘ultra-macios’. No total, cada piloto terá 13 jogos de pneus para usar durante o fim-de-semana

5Todos os carros devem ser equipados com câmara sensível à alta velocidade e todos os pilotos devem usar medidores de aceleração (nos ouvidos). São auxiliares decisivos na análise de acidentes

6 O ‘safety car’ virtual (VSC) pode ser usado nos treinos e nas corridas para reduzir tempos de paragem/abrandamento. O sistema DRS pode ser usado imediatamente após o final do período de VSC

7 Há novo formato para a qualificação

Por Paulo Renato Soares
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