Malásia acolhe GP do Bahrain de Fórmula 1 devido a conflito no Médio Oriente

Prova vai realizar-se entre 2 e 4 de outubro no circuito de Sepang

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Pilotos em ação
Pilotos em ação • Foto: LUSA/EPA
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O Grande Prémio do Bahrain de Fórmula 1 vai realizar-se entre 2 e 4 de outubro no circuito de Sepang, na Malásia, devido à instabilidade no Médio Oriente, permitindo o regresso do Mundial ao traçado malaio nove anos depois da última corrida.

A Fórmula 1 e a Federação Internacional do Automóvel (FIA) confirmaram este domingo, em Budapeste, à margem do GP da Hungria, o acordo alcançado com os governos do Bahrain e da Malásia para transferir a prova de Sakhir para Sepang, embora a realização do evento esteja ainda sujeita aos acordos finais e à aprovação formal do Conselho Mundial do Desporto Automóvel.

A corrida, inicialmente marcada para 12 de abril, não se realizou nessa data devido à situação no Médio Oriente, tendo a Fórmula 1 e a FIA decidido, em março, que os Grandes Prémios do Bahrain e da Arábia Saudita não decorreriam nas datas previstas.

A solução encontrada permitirá preservar a prova barenita, que passará a ter a designação oficial de Grande Prémio Gulf Air do Bahrain de Fórmula 1 na Malásia, mantendo-se o envolvimento financeiro do Bahrain.

A corrida será disputada entre o GP do Azerbaijão, agendado para 24 a 26 de setembro, e o de Singapura, de 9 a 11 de outubro, com a organização a assegurar que o restante calendário de 2026 permanece inalterado.

Sepang regressa, desta forma, ao Mundial pela primeira vez desde 2017, ano em que o neerlandês Max Verstappen (Red Bull) venceu a última corrida de Fórmula 1 realizada no circuito malaio.

Inaugurado na Fórmula 1 em 1999, o circuito é considerado um dos traçados "mais icónicos e desafiantes" do campeonato.

"Estamos muito satisfeitos por confirmar que a Malásia vai receber o Grande Prémio do Bahrain em 2026. Mais uma vez, o desporto demonstrou a sua capacidade de adaptação, de encontrar soluções e de concretizá-las", afirmou o presidente e diretor executivo da Fórmula 1, Stefano Domenicali.

O dirigente italiano considerou a mudança uma "notícia fantástica" para os adeptos, por permitir manter um calendário alargado e, simultaneamente, recuperar um circuito histórico.

"A Malásia é um país incrível e Sepang ocupa um lugar especial na história da Fórmula 1. Proporcionará um cenário espetacular para as corridas e uma experiência inesquecível para os adeptos", acrescentou Domenicali.

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, destacou, por seu lado, que a segurança esteve no centro das negociações para encontrar uma alternativa a Sakhir: "A FIA, a Formula One Management e os nossos parceiros no Bahrain trabalharam incansavelmente para explorar todas as opções, tendo a segurança e o bem-estar das equipas, voluntários, oficiais, colegas e adeptos permanecido como a nossa principal prioridade".

O príncipe herdeiro e primeiro-ministro do Bahrain, Salman bin Hamad Al Khalifa, classificou a solução como reflexo das "estreitas relações de fraternidade" entre os dois países e reiterou o compromisso do reino com a Fórmula 1 apesar dos "atuais desafios regionais".

"Será uma experiência maravilhosa para os adeptos de todo o mundo e reflete o compromisso e a paixão duradouros do Bahrain por este desporto", afirmou Salman bin Hamad Al Khalifa.

Já o primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim, salientou que o acordo "vai para além da organização de um evento desportivo de dimensão mundial", refletindo a amizade e confiança entre os dois países e demonstrando a capacidade da Malásia para receber grandes acontecimentos internacionais.

A mudança permite ainda à Fórmula 1 preservar uma prova que, segundo a própria organização, de outra forma não se realizaria esta temporada.

O Bahrain integra o Mundial de Fórmula 1 desde 2004, quando recebeu o primeiro Grande Prémio da história da competição disputado no Médio Oriente, enquanto Sepang recebeu regularmente o campeonato entre 1999 e 2017.

A guerra no Médio Oriente começou a 28 de fevereiro com uma campanha de bombardeamentos israelo-americanos contra o Irão, causando milhares de mortos e abalando a economia mundial ao bloquear o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passava antes da guerra cerca de um quinto do comércio global de hidrocarbonetos.

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