Mick Schumacher: «Nunca vi meu pai como o maior piloto do Mundo. É apenas o meu pai»

Jovem piloto da F2 recorda como 'Schumi' sempre lhe disse para ser constante em termos emocionais

Mick Schumacher tem um sobrenome pesado. O jovem piloto da Fórmula 2 já mostrou, no entanto, que pode fazer uma carreira enquanto Mick, sem ser conotado como 'o filho de Michael Schumacher'. Mas não deixa de sentir orgulho no pai, conforme conta, citado pela revista alemã 'Speedweek'.

"Percebi muito cedo que queria ser piloto de Fórmula 1. Sentei-me num kart quando tinha três anos e entrei em corridas nacionais aos 8. Quando tinha 11 ou 12 anos sabia que queria fazer isto profissionalmente. Ao início usei nomes diferentes, para poder competir sem ser reconhecido, sem estar muito exposto ao rótulo 'o filho de'", recorda Mick, de 21 anos.

"Mas, francamente, não sinto pressão por ter este nome de família, a maior parte da pressão vem de mim mesmo. Entendo completamente a popularidade do meu pai. Afinal, no ano seguinte ao meu nascimento ele venceu o primeiro dos cinco Campeonatos Mundiais de Fórmula 1 consecutivos, ainda acho isso inacreditável. Mas nunca vi meu pai como o maior piloto do Mundo. Antes de tudo isso, ele é apenas o meu pai", frisou.

Michael Schumacher, sete vezes campeão do Mundo, sofreu um acidente quando esquiava nos Alpes franceses em dezembro de 2013, na companhia de Mick. Bateu com a cabeça numa rocha, esteve em coma, foi operado e o seu estado de saúde continua a ser um dos segredos mais bem guardados.

Mick não falou da saúde do pai, mas recorda os seus conselhos. "Não tenho as lições que ele me deu como garantidas. E uma dessas lições é permanecer constante, nunca ficar muito eufórico ou deprimido. Em 2018 por exemplo, quando eu era 10.º na  Fórmula 3 após a corrida 15, nunca tive dúvidas de que aquele seria o meu ano."

"Se você falar com a minha família ou com os meus amigos, todos dirão 'o Mick não suporta perder, em nenhuma situação. Seja um jogo simples ou uma corrida", conta Mick, campeão europeu de Fórmula 3 em 2018, que integra o programa de jovens pilotos da Ferrari.

"Claro que já tive derrotas e contratempos. As lesões e as dores ensinaram-me que se pode perder de cabeça erguida, com classe. Perder dá-nos a possibilidade de aprender com os erros, dá-nos informações essenciais. Se nunca perdermos nunca aprendemos nada", finalizou.

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