Ni Amorim otimista para regresso da F1 mas avisa: «Sem público e sem dinheiro não há Grande Prémio»

Presidente da FPAK vê "um conjunto de forças vivas juntas" para que a prova volte a realizar-se em 2022

• Foto: Paulo Calado

O presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), Ni Amorim, mostrou-se este domingo convicto que "se houver público e condições, Portugal pode continuar no calendário da Fórmula 1 em 2022".

Em declarações à agência Lusa no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), onde se disputou a 18.ª edição do Grande Prémio de Portugal da modalidade, o líder federativo revelou que "o Secretário-Geral para o Desporto da Federação Internacional do Automóvel, Peter Bayer, ficou muito satisfeito com a organização deste ano".

"Havendo meios e público, Portugal continua no calendário, garantiu-me", revelou Ni Amorim, acrescentando que, segundo a FIA, "a organização deste ano subiu de patamar em termos qualitativos face ao ano passado, em que era a primeira vez a organizar uma prova destas".

Por isso, Ni Amorim acredita que Portugal está "no caminho certo" para manter a prova, que este ano é uma das 23 do calendário.

"Do ponto de vista da Federação, para Portugal fazer parte do campeonato do mundo de F1 no futuro só depende de nós. Se tivermos público e possamos ter apoios, como temos tido, não tenho dúvidas de que o GP se mantém, por dois motivos. Por um lado, pelos elogios dos pilotos ao traçado e, por outro, pelos dos managers das equipas ao circuito e infraestruturas", referiu.

O presidente da FPAK deixou, por isso, uma palavra de "agradecimento" ao AIA e aos comissários, "que trabalharam arduamente durante o fim de semana".

"Saio daqui satisfeito. É público e notório que há um interesse muito grande para que o GP se mantenha. Vi o Ministro da Economia entusiasmado com a prova. No ano passado, o Hamilton bateu aqui o recorde de vitórias e este ano falhou a centésima 'pole position' por pouco, o que colocaria Portugal na história da F1 durante décadas, pois não acredito que, tão cedo, alguém bata estas recordes novamente", frisou.

Ni Amorim vê "um conjunto de forças vivas juntas para que haja GP", assim como um empenho muito grande da presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes. "[A presença de] Público traz um grande impacto económico ao país e, sobretudo, a esta região. Uma coisa é certa, sem público e sem dinheiro não há GP de F1. Como eu acho que vai haver público no próximo ano, acredito que vai haver GP", frisou.

O presidente da FPAK sublinha que "é sempre preciso o apoio do Estado [para este evento] e é justo que o Estado apoie um evento com um retorno semelhante ao do Euro'2004".

"No ano passado, foi o segundo mais visto do mundo inteiro, por centenas de milhões de pessoas", assinalou, revelando que o Governo "tem comparticipado de forma modesta, mas tem dado o seu contributo".

A 18.ª edição do GP de Portugal foi a terceira prova do Campeonato Mundial de Fórmula 1 e foi ganho pelo britânico Lewis Hamilton (Mercedes), que alargou, assim, a liderança do Mundial.

Por Lusa
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