Proibição de publicidade ao tabaco ameaça GP do Brasil
O projecto de lei recentemente aprovado pelo Parlamento do Brasil, proibindo qualquer tipo de publicidade ao tabaco, poderá colocar em causa a realização do Grande Prémio do Brasil em Fórmula 1, segundo os patrocinadores da mesma.
"A possibilidade é real. Talvez ainda possamos organizar o Grande Prémio do Brasil de 2001, mas dificilmente conseguiremos realizar os seguintes", afirmou à Imprensa o vice-presidente dos assuntos corporativos e jurídicos da Philip Morris brasileira, Clodoaldo Celentano.
A lei que proíbe aos fabricantes de tabaco de publicitar os seus produtos em qualquer meio de comunicação ou patrocinar eventos desportivos e culturais foi aprovada pela Câmara dos Deputados e enviada para o Senado, onde o governo, autor do projecto, desfruta de ampla maioria.
O veto deixará sem patrocinadores as modalidades desportivas, como o automobilismo, que no Brasil depende maioritariamente da publicidade do tabaco.
O piloto Emerson Fittipaldi colocou-se ao lado das tabaqueiras procurando tornar a lei menos restritiva e advertiu que a norma põe em risco a disputa de provas de automobilismo, uma vez que a indústria do tabaco é o maior patrocinador do Grande Prémio do Brasil de Fórmula 1.