'Porpoising' obriga FIA a adotar mudanças radicais na Fórmula 1: saiba o que muda já no Canadá

Queixas físicas dos pilotos após a prova em Baku alertaram o organismo para uma mudança radical no Regulamento Técnico

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• Foto: Action Images
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A Federação Internacional do Automóvel (FIA) comunicou esta quinta-feira que serão feitas alterações radicais no Regulamento Técnico da Fórmula 1 com o claro objetivo de reduzir o 'porpoising', efeito de subida e descida repentina que surgiu com a introdução dos novos monolugares.

Em comunicado publicado hoje através do site oficial, o organismo comunicou que as alterações, que ainda estão a ser estudadas, têm como principal objetivo garantir a segurança e o bem-estar de todos os pilotos, isto depois de Lewis Hamilton (Mercedes) e Daniel Ricciardo (McLaren) terem apresentado muitas dores logo após o final da corrida que se realizou no último fim de semana em Baku, Azerbaijão. Com isto, a FIA irá introduzir uma série de medidas que todas as equipas terão de obedecer para resolver ao máximo um problema que surgiu logo no início da presente temporada.

De acordo com a imprensa internacional, estas alterações serão implementadas já este fim de semana (17 a 19 de junho) durante a terceira sessão de treinos livres, ou seja, no sábado, antes do Grande Prémio do Canadá.

Leia o comunicado da FIA na íntegra:

"Após a oitava etapa do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 da FIA deste ano, durante o qual o fenómeno de oscilações aerodinâmicas (porpoising) da nova geração de carros de Fórmula 1 e o efeito disso durante e após a corrida na condição física dos pilotos voltou a ser visível, a FIA, enquanto entidade dirigente da modalidade, decidiu que, no interesse da segurança, é necessário intervir para exigir que as equipas façam os ajustes necessários para reduzir ou eliminar este fenómeno.

"Uma nota técnica foi emitida para orientar as equipas sobre as medidas que a FIA pretende tomar para enfrentar o problema, que incluem:

"1. Um escrutínio mais minucioso das placas [que se encontram na parte inferior de cada carro], tanto em termos de design quanto de desgaste observado;

"2. A definição de uma métrica, com base na aceleração vertical do carro, que dará um limite quantitativo para o nível aceitável de oscilações verticais. A fórmula matemática exata para esta métrica está ainda a ser analisada pela FIA. As equipas foram convidadas a contribuir neste processo;

"Além destas medidas a curto prazo, a FIA convocará uma reunião técnica com as equipas para definir medidas que reduzam a propensão dos carros a exibir tais fenómenos a médio prazo.

"A FIA decidiu intervir após consultar os seus médicos no interesse da segurança dos pilotos. Numa modalidade em que os profissionais dirigem rotineiramente a velocidades superiores a 300 km/h, considera-se que toda a concentração de um piloto precisa de estar voltada para aquela tarefa e que a fadiga ou dor excessiva sentida por um piloto pode ter consequências significativas caso resultar em perda de concentração. Além disso, a FIA tem preocupações em relação ao impacto físico imediato na saúde dos pilotos, vários dos quais relataram dores nas costas após eventos recentes", pode ler-se.

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