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O percurso para chegar ao patamar mais alto da competição automóvel...
A Fórmula 1 é a competição que todos os pilotos gostariam de experimentar pelo menos uma vez na vida. O preço a pagar pelo trajeto corresponde à ideia pré-concebida que se tem de um Mundo onde as corridas quase que são um acessório: F1 é dinheiro, negócios, glamour, mulheres bonitas…
O percurso para chegar ao patamar mais alto da competição automóvel custa entre 6 a 7 milhões de euros. Uma exorbitância face às hipóteses de sucesso, pelas contas do jornal digital espanhol "El Confidencial", com base em depoimentos de agentes e chefes de equipas.
Antes de pensar no preço do bilhete da F1, é preciso ter (algum) talento e ganhar experiência nas divisões de formação. E aqui começam as despesas, quase sempre de âmbito familiar, pois patrocínios para os mais novos são muito raros.
Os karts
A primeira etapa nos karts, feita entre os 8 e os 13 anos de idade em competições de âmbito nacional, fica por 200 mil euros.
Depois, o salto para as competições transnacionais - dos 13 aos 16 anos -, custa entre os 300 e os 500 mil euros.
Aqui, os eventos são mediatizados e a "sorte" pode surgir sob a forma de um contrato com um dos vários agentes que enviam caça-talentos para assistir às corridas, o que deu origem a um "fenómeno".
A presença destes homens de negócios tem vindo a inflacionar o preço de entrada nestes eventos, o qual pode agora chegar aos 18 mil euros/corrida, o qual se soma ao que já se paga por um lugar na equipa (6 mil euros/corrida numa equipa de alto nível; 9 mil euros/corrida, numa equipa oficial).
Por outro lado, caso se interessem por um talento em estado bruto, os agentes exigem sempre contratos de longa-duração, que podem ter custos elevados no futuro.
As Fórmulas
Findo os karts - e se ainda houver talento e dinheiro -, entre os 16 e os 18 anos surgem os monolugares das Fórmulas.
Os custos de correr na Formula Renault Eurocup numa escudería competitiva ronda os 300 mil euros/temporada, um pouco mais do que optar por competições na Grã-Bretanha (200 mil euros).
Novo balanço, agora para esta fase de dois anos, coloca as despesas perto do milhão de euros e a frustração no máximo.
Os "desencontros" com patrocinadores, bons programas de formação – com é o da Red Bull, onde está integrado o portugués António Félix da Costa -, agentes e equipas, aumentam o risco do investimento num meio em que a competição é feroz.
Não faltam pilotos (e pais de pilotos) com a certeza de que são o próximo Sebastian Vettel.
Poucos conseguem
Próxima paragem a caminho do estrelato: F3 britânica - 600 mil euros/temporada numa equipa boa -, ou uma competição no continente europeu, como o GP2 (1,5 milhões a 2 milhões, numa equipa de topo) ou a World Series by Renault (800 mil euros a 1,2 milhões de euros). Como é necessário correr mais do que um ano, o valor, pelo menos, dobra.
A F1 está agora ao virar da última curva, mas poucos conseguem fazê-la. A única certeza é que, pelo caminho, deixaram entre 6 e 7 milhões de euros.
Para os que vingam, o investimento pode parar ou continuar, depende da dose de talento e, claro está, dos bastidores, onde conta muito os conhecimentos e o país de origem - o italiano Davide Valsecchi [na foto], último campeão de GP2 não tem lugar (ainda) como piloto de corridas na F1, em 2013.
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