Emoção a alta velocidade no arranque do Mundial

Prova começa este fim de semana com a promessa de muita adrenalina... e polémica

Por cá as atenções vão estar centradas em Miguel Oliveira e na sua estreia na categoria intermédia, mas será impossível não dar uma espreitadela ao que se passa no MotoGP, e não apenas em termos desportivos. A polémica que em 2015 ‘apimentou’ o Mundial, com Valentino Rossi a acusar Marc Márquez de ser uma espécie de ‘escudeiro’ de Jorge Lorenzo, conduzindo-o ao título, continuou na pré-época e promete não ficar por aqui. O veterano e bem-sucedido italiano (37 anos, 9 vezes campeão mundial) perdeu o campeonato de 2015 após largar da cauda da grelha na última corrida, por alegadamente ter derrubado o espanhol de forma intencional no GP anterior, e agora acusou Márquez de traição numa entrevista. A imprensa espanhola não lhe perdoa e até há quem já fale na "rivalidade do século".

Tirando este ping pong de palavras, há um campeonato para disputar e os três homens que acima referimos estão entre os favoritos. Jorge Lorenzo (Yamaha) mostrou nos testes da Malásia e do Qatar que é o alvo a abater e que o seu estilo de condução se adaptou bem aos novos pneus Michelin – a marca francesa rende a Bridgestone no MotoGP em 2016. Mas numa simulação de corrida realizada no Qatar (22 voltas), Rossi (Yamaha) e Márquez (Honda) mostraram que estão muito próximos do campeão do Mundo e não será fácil para Lorenzo revalidar o título.

Só que num ano marcado por muitas novidades técnicas – além dos pneus, há um novo software eletrónico obrigatório, igual para todos, fornecido por uma empresa externa –, outros pilotos têm de ser tidos em conta. Se Dani Pedrosa (companheiro de Márquez na Honda) desiludiu na pré-temporada, Maverick Viñales e a Suzuki surpreenderam na Austrália e no Qatar, mostrando que a moto japonesa pode ser uma dor de cabeça para as concorrentes. E há que ter também em atenção a Ducati, que promete ocupar alguns pódios. A marca não ganha um Mundial desde 2010 e foi contratar para piloto de testes precisamente o seu último campeão: Casey Stoner. Mas será a esta aposta suficiente para colocar Andrea Dovizioso e Andrea Iannone nos primeiros lugares?


Expectativa no Moto2

No reino das Kalex (das 30 motos que competem no Moto2, 24 são desta marca...) as atenções dos portugueses vão centrar-se, logicamente, em Miguel Oliveira e na Leopard Racing. O vice-campeão do Mundo de Moto3, de 21 anos, tem como companheiro de equipa Danny Kent – com quem lutou em 2015 até ao último metro pelo título mundial –, um piloto que já passou pela categoria intermédia, sem muito sucesso, em 2013. Para Oliveira tudo é novidade – vai pilotar uma moto (Kalex) mais potente, mais pesada, com outras características técnicas –, por isso é de esperar que passe por um período de adaptação.

No que toca ao título, o francês Zohann Zarko, o campeão, parte determinado a revalidar o cetro, mas o britânico Sam Lowes e espanhol Alex Rins (que como rookie fez em 2015 uma época surpreendente) também terão uma palavra a dizer.
No Moto3, sem Danny Kent e sem Miguel Oliveira, o italiano Enea Bastianini (3º em 2015) é claramente o favorito mas terá de o provar em pista. Brad Binder e Romano Fenati são alguns dos pilotos que vai ter na peugada...
O tira-teimas começa já domingo, no Qatar.

ÚLTIMOS VENCEDORES

MOTO GP
2015 Jorge Lorenzo (ESP) Yamaha
2014 Marc Márquez (ESP) Honda
2013 Marc Márquez (ESP) Honda

MOTO 2
2015 Johann Zarco (FRA) Kalex
2014 Esteve Rabat (ESP) Kalex
2013 Pol Espargaró (ESP) Kalex

MOTO 3
2015 Danny Kent (GB) Honda
2014 Alex Márquez (ESP) Honda
2013 Maverick Viñales (ESP) KTM

Por Isabel Dantas
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