Miguel Oliveira e os treinos de MotoGP: «É como voltar à escola»

Travões, eletrónica e resposta do motor ao acelerador são algumas das dificuldades

• Foto: Red Bull KTM Tech3

Poucos dias depois de vencer o GP Valencia e se sagrar vice-campeão mundial de Moto2, Miguel Oliveira voltou às pistas, mas agora com a KTM RC16 com que vai competir e 2019, no MotoGP. Uma 'máquina' bem diferente do que estava habituado, não fossem estas as motos mais rápidas do Mundo.

"É muito diferente daquilo a que estou habituado. A moto de MotoGP tem várias coisas diferentes para me acostumar, como os travões, a eletrónica, a resposta do motor ao acelerador, como parar esta grande massa de peso", contou o piloto, depois do primeiro dia de testes, em Valência, onde foi o piloto mais lento

"Estava um bocado nervoso porque é o primeiro dia e é como voltar à escola. Há muitas coisas a aprender mas vi que a moto respondeu bem, a equipa é incrível e acolheu-me muito bem. Também para eles tudo é novo, portanto entre séries de voltas tirámos muito tempo para os mecânicos descarregarem os dados para analisarem as coisas. Estamos a levar o nosso tempo para conhecer a nova KTM", acrescentou, em declarações citadas pelo Motorcycle Sports'.

E o que há de diferente para o Moto2? "A travagem foi o mais difícil no primeiro momento. O travão é muito potente e na verdade requer menos força de mãos para aplicar a pressão no travão dianteiro. Na Moto2 controlas pela quantidade de força que fazes no travão dianteiro, mas não é tão sensível como este. Devido ao facto de a moto estar a deslizar para a curva é fácil confiar na dianteira porque descarregas muito a frente [no Moto2]. No MotoGP a moto não desliza tanto nas zonas de travagem, ou tens de fazer uma travagem muito forte para a fazer deslizar, o que torna difícil confiar na frente porque a moto não está a deslizar. Também pelo facto de ser tão sensível e a travagem ser muito mais longa em tempo e distância tens de ser muito preciso e travar num bom sítio. Demora a perceber quando fundo podes ir na travagem e que quantidade de pressão podes aplicar", analisou o piloto da Red Bull KTM Tech3.

Os testes prosseguem hoje em Valência.

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