MotoGP: O primeiro dia do Dream Team

Eternos rivais, Márquez e Lorenzo ganharam ‘juntos’ os últimos sete títulos. Agora são colegas

• Foto: EPA

O Mundial de MotoGP vai ser mais interessante do que nunca em 2019, e não é apenas pela estreia de Miguel Oliveira na classe rainha. Um dos principais destaques foi ontem oficialmente apresentado, com a Repsol Honda, equipa que tem dominado completamente o campeonato através do espanhol Marc Marquez, de 25 anos, a juntar ao vencedor de cinco dos últimos seis Mundiais de MotoGP, um... dos seus maiores rivais, Jorge Lorenzo, campeão do Mundo da principal classe em 2010, 2012 e 2015.

Contas feitas, a principal equipa da marca japonesa reúne uma dupla que ‘junta’ venceu os últimos sete títulos mundiais (e 8 dos últimos 9) pelo que a apresentação da equipa, em Madrid, gerou uma natural atenção mediática. O nome foi fácil de escolher – ‘dream team’, a equipa de sonho –, mas Marc Márquez, que tem dominado quase totalmente a modalidade nos últimos largos anos, está pronto para o desafio.

"Estou aqui há 10 anos. Era um bebé. Em 10 temporadas ganhei sete títulos. Acho que não posso pedir mais", confessou o espanhol, que com sete títulos no total das três categorias persegue agora os 9 do italiano Valentino Rossi. Em relação a Lorenzo, com quem em tempos teve disputas (dentro e fora de pista) intensas, o catalão assegura que vai correr tudo bem. "Com o Dani Pedrosa também houve altos e baixos, mas tudo isso ficava dentro da box. Penso que a relação vai ser boa", disparou.

Lorenzo também se mostrou positivo. "Estas cores assentam-me bem e esta equipa é outro nível. Tive a chance de estar em várias muito boas, mas esta está acima. Vê-se nos detalhes. Cumpri este sonho um pouco tarde, aos 31 anos, mas ainda vou bem a tempo", assegurou Lorenzo.

Sobre Márquez? Muitos elogios e até um post bem humorado no Twitter, onde publicou uma fotografia ao lado do compatriota. "Desculpem se esta foto demorar muito tempo a carregar. A qualidade é demasiada!", disparou.

Lesionados

A verdade é que nem Márquez nem Lorenzo vão chegar a 100 por cento fisicamente ao início da época, em março, no Qatar.

O catalão foi operado ao ombro direito e o maiorquino ao pulso esquerdo. Márquez participará (limitado) nos primeiros testes de 2019, mas Lorenzo não.

Por José Morgado
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