As provas asiáticas costumam dar aos pilotos de MotoGP condições climatéricas complicadas, por culpa de temperaturas elevadas e muita humidade, mas as últimas foram ainda mais complicadas para os pilotos Aprilia. Tudo por causa dos problemas de temperaturas elevadas nas próprias máquinas da fábrica italiana, que este domingo, no Grande Prémio da Tailândia, parecem ter chegado a um ponto praticamente insustentável. Maverick Viñales acabou por retirar-se a meio da prova por não aguentar mais todo aquele calor, ao passo que Aleix Espargaró e Raúl Fernández ainda se aguentaram até final, mas com muita dificuldade.
"Não estava a correr mal, mas a partir de determiando momento comecei a perder clareza mental devido ao calor. Especialmente na reta, quando me baixava, a sensação de calor era surreal. A determinado momento senti que a melhor decisão era retirar-me. Continuar a arriscar não fazia sentido. É uma situação que temos de discutir. Vamos ter mais corridas com temperaturas elevadas", lembrou Maverick.
Aleix Espargaró também teve problemas similares, ainda que tenha sido capaz de aguentar e chegar ao final em 5.º (acabaria por ser relegado para 8.º, devido a pressões irregulares nos pneus). "Não conseguia respirar. Foi a corrida mais dura da minha vida. Nas últimas três voltas até entrei em pânico, pois tentava respirar e não conseguia. Estava muito preocupado. Todo o calor da moto - do motor, dos chassis, tudo - ia para os pulmões, por isso não conseguia respirar. O Maverick parou por causa disso e o Raul [Fernández] disse-me que também não conseguia respirar a meio da corrida. Por isso decidimos abrandar o ritmo na parte final. A Aprilia está a tentar algumas coisas, mas nada resulta".
A situação foi também confirmada por Raúl Fernández, 15.º na prova de hoje e que diz apenas ter por haver 1 ponto para conquistar. "Após umas 10 voltas o calor ficou muito mau e nas últimas cinco pior ainda. Estive perto de retirar-me, mas por respeito à Aprilia e a à equipa continuei para conseguir pelo menos 1 ponto", disse o colega de equipa na Cryptodata RNF.
Por curiosidade, este domingo a prova correu-se com 31 graus de temperatura ambiente.