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O Rio de Janeiro vai acolher uma prova de MotoGP durante cinco anos, a partir de 2022, anunciou, esta quinta-feira, a Dorna Sports, promotora do campeonato do mundo de motociclismo de velocidade.
"O novo Rio Motorpark, a construir em Deodoro, acolherá o Grande Prémio", lê-se e a sua conclusão está prevista para 2021.
O autódromo inclui uma pista de 4,5 quilómetros, com um tempo previsto para motos da categoria rainha de 1.38 minutos por volta.
No entanto, a construção deste circuito continua envolta em polémica e as obras ainda não arrancaram.
O projeto localiza-se em terrenos cedidos pelo exército brasileiro, numa zona de Mata Atlântica, utilizado anteriormente para exercícios militares e que está pejado de minas terrestres.
O Ministério do Desporto do Brasil, responsável pelo financiamento das obras, suspendeu o projeto em 2014.
Mas, em 08 de maio, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, confirmou o interesse em acolher o Grande prémio do Brasil de Fórmula 1 já em 2020, o que implicaria a quebra do contrato com São. Paulo.
O Ministério Público acabaria por pedir a anulação do concurso público, que atribuiu o projeto ao consórcio Rio Motorsports, devido à inexistência de um Estudo de Impacte Ambiental.
Em 27 de agosto, um Tribunal Regional Federal determinou a suspensão do contrato de construção do circuito.
A última vez que o campeonato do mundo de motociclismo de velocidade passou pelo Brasil foi no circuito de Jacarepaguá, em 2004, demolido para dar espaço ao Parque Olímpico de 2016.
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