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«Ouvi dizer que a segunda equipa da Aprilia está com problemas financeiros»
Stefan Pierer fez confidência a propósito da situação atual do MotoGP
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Parado desde 25 de junho, quando se disputou o Grande Prémio da Holanda, o MotoGP apenas volta dentro de duas semanas na Grã-Bretanha, o que torna esta paragem de verão na já habitual 'silly season', onde muito se fala... mas pouco é confirmado. Um dos temas mais recorrentes neste período tem sido em torno do futuro de Marc Márquez, a sua eventual continuidade na Honda ou, então, mudança para a KTM. Esse acabou por ser um dos temas de conversa principais da entrevista à 'Speedweek' de Stefan Pierer, o diretor-executivo da equipa austríaca, que acabou com uma revelação que pode afetar... Miguel Oliveira.
"A situação económica atual não torna as coisas fáceis para as equipas privadas do MotoGP. Ouvi dizer que a segunda equipa da Aprilia [a CryptoDATA RNF MotoGP] já está a ter dificuldades financeiras, tem de ser ajudada pela Aprilia. Vamos ver", atirou Pierer, em alusão à possibilidade da KTM ter mais equipas no paddock - para lá da oficial e da GAS GAS.
Nesse sentido, Pierer até dá esse cenário como praticamente garantido, pois assegura que Pedro Acosta irá subir ao MotoGP em 2024 e Augusto Fernández também continuará na categoria principal. "Muito foi dito, mas o facto é que o Pedro Acosta vai participar no Mundial de KTM com uma KTM. Seja onde for. E se precisar de um lugar extra, isso será resolvido", garantiu o austríaco, que assim deixa a entender a sua confiança na saída de alguma das atuais equipas.
E quanto a Marc Márquez? Aí, Stefan Pierer revela que o espanhol não faz parte do projeto da KTM e fez uma revelação. "Vocês nem imaginam a quantidade de vezes que ele já nos foi oferecido... Mas contratar o Márquez não faz parte da nossa forma de trabalho. Construímos pilotos, do Moto3 ao Moto2. E também acredito no Brad Binder e no Jack Miller, que lutaram pelos títulos de Moto3 connosco em 2014 e agora voltaram. Não digo que esteja fora de hipótese, mas não é algo que se enquadre no que queremos".