Valentino Rossi: «Antes eram eles quem me apoiava... agora é a minha vez»

Piloto italiano deixa mensagem aos italianos que lutam contra situação complicada

• Foto: Getty Images

Nem Valentino Rossi escapa a toda a situação de drama que se vive em Itália por causa do coronavírus. O piloto de MotoGP, uma das maiores lendas do desporto mundial, partilhou este sábado a sua preocupação com tudo o que se passa no seu país e assumiu que, depois de uma carreira na qual sempre foi apoiado pelos seus compatriotas, agora é a sua vez de ser ele a apoiar.

"Aqui em Tavullia a situação é difícil. Infelizmente muita gente está doente aqui e também em Pesaro. Temos que resistir, esperar que tudo passe. Quero deixar uma mensagem de força às pessoas de Bérgamo e Brescia. Vi imagens muito duras, parece uma zona de guerra. Tenho muitos amigos lá e hoje sou eu quem os apoia, quando normalmente são eles que o fazem comigo", disse, em entrevista à Sky.

Também ele em quarentena, o piloto da Yamaha explicou como é a sua rotina diária: "Aqui em casa tenho um ginásio, onde treino e tento manter-me em forma. Passo muito tempo entretido, a ver filmes e séries com a Francesca. Também jogo alguns simuladores, como o Gran Turismo".

No aspeto competitivo, Rossi assume que não foi fácil saber que não poderia correr no Qatar, ainda antes de toda a situação em Itália 'explodir'. "Foi duro, porque percebemos que não iríamos correr no domingo, logo quando íamos partir. Isto complicou os meus planos, até porque ainda temos de saber quando podemos voltar a correr. Parece que vai demorar, pois já cancelaram o Europeu. Quanto à minha decisão, esperava decidir se continuo ou não depois da primeira metade da época, mas agora isso deixou de fazer sentido. Quero fazer algumas provas antes de entender se posso ou não ser competitivo."

A finalizar, Il Dottore lançou uma ideia de como se poderá resolver a questão do calendário do MotoGP, que a pouco e pouco vai 'perdendo' as suas provas por causa do coronavírus. "Este ano o importante será fazer o máximo de provas possível, mas creio que não seja fundamental fazer 20 corridas. Podíamos fazer um esquema de duas corridas por Grande Prémio, como nas Superbikes. O mínimo têm de ser 13 corridas e se fizermos bem as coisas pode ser suficiente no formato atual. Veremos o que dizem os que mandam e também o vírus...".

Por Fábio Lima
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