Kalle Rovanperä dominou o Rali de Portugal, tendo chegado à liderança da classificação geral na tarde de sexta-feira e, a partir daí, não deu hipóteses à concorrência. Dani Sordo bem tentou a perseguição, mas o finlandês não vacilou.
"O Kalle está noutra liga. Nós jogamos na segunda e ele na primeira. Basta ver o que faz e com que facilidade. Acho que até se aborrece e qualquer dia pega nas coisas dele e vai fazer outra coisa. Mas fizemos um bom rali e foi essencial a recuperação do ritmo no sábado à tarde", disse o espanhol da Hyundai, citado pelo jornal 'As', tendo ainda admitido que o 2.º lugar é muito especial. "Não sei se será o meu último Rali de Portugal", atirou.
O pódio ficou encerrado com Esapekka Lappi, colega de Sordo na Hyundai. "Foi o melhor rali neste carro. A Suécia também correu bem, mas tivemos um fim-de-semana bastante consistente aqui, sem problemas. Foi a melhor prestação neste carro. Dá mais confiança para a Sardenha, mas temos de perceber que estamos atrás da Toyota em termos de andamento, o que não é o ideal e não temos muito tempo até ao próximo rali", apontou o escandinavo na zona mista da Exponor.
Lappi beneficiou do azar de Thierry Neuville para ascender ao 3.º lugar, já que o belga percorreu todas as especiais deste domingo a um ritmo baixo, devido à falta de potência do seu motor. E o belga suspeita de erro humano, porque no sábado à noite o problema já existia e o trabalho na assistência não se revelou eficaz. "Basicamente, saía fumo do carro, eles tiveram de trocar várias partes do carro como previsto, mas infelizmente pensamos - não posso confirmar - que foi erro humano a originar da falha desta manhã e tudo acabou aí", afirmou, ao 'DirtFish'.
Ott Tänak pede melhoriasNo 4.º lugar ficou o estónio Ott Tänak, da M-Sport Ford, que começou a manhã deste domingo sem potência híbrida, mas entretanto o problema foi solucionado. No entanto, reforçou os recados para dentro, esperando que a equipa corrija alguns aspectos no Ford Puma Rally1. "Temos algum trabalho pela frente, mas vamos ver o que eles conseguem fazer, porque dentro de uma semana teremos testes, por isso nesta próxima semana será preciso encontrar soluções. Não é uma questão de conforto, tem a ver com performance, uma série de aspectos que temos de rever", começou por dizer, questionado por Record.
"Temos de dar um passo em frente, o nível de competição é alto e estamos um ano atrás em relação aos outros. Devíamos estar neste nível no ano passado. Por isso, há muito a fazer em pouco tempo. Se resolverem alguma coisa e elevarem o nível do carro e formos competitivos com Toyota e Hyundai, então acho que terei alguma chance", afirmou Tänak, que passou à vice-liderança do campeonato de pilotos, com 81 pontos.
Por André Gonçalves