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Kris Meeke (Hyundai i20 N Rally2) sagrou-se, este sábado, vencedor do Rali da Água Transibérico Eurocidades Chaves-Verin, depois de um duelo empolgante com Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2) que terminou a quatro classificativas do final desta penúltima prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), quando o piloto de Santo Tirso não evitou uma saída de estrada. A partir de então, Meeke só teve que levar o carro até ao fim para ganhar e, como já era previsível, a decisão do título, um assunto reservado a ambos, jogar-se-á na última jornada da época
Hugo Lopes e Valter Cardoso venceram nas duas rodas motrizes (2RM) o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves Verín.
No troféu FPAK Junior Team sagraram-se vencedores os pilotos Francisco Custódio e Paulo Marques.
Armindo Araújo, atual liderava a prova até aqui, a duas PEC do final, complicar as contas ao capotar, numa saída de estrada que felizmente teve apenas danos matérias, até porque, apezar se ser mantido em segredo, o Hostital de Chaves, apesar da involvencia desta prova, pontuável para o Campeonato Nacional, não teve este sábado o bloco operatório em funcionamento, apesar da insistência do município flaviense para com o conselho de administração do Centro Hospitalar, sedeado em Vila Real.
"Sinto-me de consciência tranquila, estava a dar o máximo, pois sabia que teria de atacar para colocar pressão no Meeke. Ao adoptar um ritmo tão elevado, é óbvio que corria riscos e, infelizmente, aconteceu a saída de estrada. Agora, há que esquecer o sucedido, pensar no próximo rali e na possibilidade que ainda temos de conquistar o título", referiu Armindo Araújo. Este nunca baixou os braços e se à partida para a PEC 6 das 9 registava uma desvantagem de 11,2s para o seu rival, tudo indicava, face aos tempos do parcial do troço de Chaves 1 (12,2 km), que pudesse encurtar um pouco mais a distância, a verdade é que o despiste hipotecou os seus planos.
"Lamento aquilo do Armindo, são coisas que sucedem, mas tenho que lhe tirar o chapéu, porque estava a ser incrivelmente rápido! Portanto, esta não foi uma vitória fácil. Tive que andar sempre no máximo. Gostei imenso das classificativas do rali. Afinal, em Portugal também há bons engenheiros a construir estradas!...", disse um Meeke bastante sorridente quando elogiou o traçado das classificativas do rali transmontano.
A desistência do piloto da Skoda abriu caminho ao segundo lugar de Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2), que em Chaves esteve uns bons furos acima, em termos de andamento, das provas anteriores. "Gosto bastante destas classificativas, que sendo muito rápidas encaixam bem no meu estilo. Portanto, também arrisquei um pouco mais e é evidente que este resultado veio aumentar a minha confiança e motivação para o último rali do ano", explicou o piloto algarvio.
O CPR terminará no próximo mês de outubro (dias 11 e 12), com a decisão do título absoluto o Rali Vidreiro Centro de Portugal.
Por Paulo Silva Reis