Ogier tenta um inédito 10.º título mundial no Mundial de Ralis

WRC arranca quinta-feira com o rali de Monte Carlo, primeira das 14 provas da temporada

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Sébastien Ogier
Sébastien Ogier • Foto: Lusa/EPA

O piloto francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris) persegue este ano um inédito 10.º título no Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), que arranca quinta-feira com o rali de Monte Carlo, primeira das 14 provas da temporada.

Ogier, que volta a competir a tempo parcial com a Toyota, igualou o recorde do compatriota Sébastien Loeb no ano passado, ao bater o companheiro de equipa, o britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris), que é, novamente, um dos seus principais opositores.

"Foi bom ter algum tempo para celebrar e valorizar aquilo que alcançámos no ano passado, mas o foco já está na nova época, quando todos recomeçam do zero. Apesar de não ir competir em todos os ralis, como aconteceu nas últimas épocas, o calendário continuará a ser bastante intenso. Vamos tentar tirar o máximo partido disso em conjunto com esta grande equipa, que está sempre a trabalhar arduamente para continuar a evoluir de ano para ano", disse Ogier, no lançamento da época.

Numa época que marca a despedida dos atuais modelos de Rally 1, a categoria principal atualmente a competir no WRC (em 2027 haverá novos regulamentos técnicos), o campeonato perdeu, também, dois dos seus animadores.

O finlandês Kalle Rovanperä, campeão mundial em 2022 e 2023, deixou a Toyota para se dedicar aos monolugares e competir no campeonato japonês, com o objetivo de chegar à Fórmula 1.

Também o estónio Ott Tänak (campeão em 2019) deixou a Hyundai, mantendo a ideia de participar em alguns eventos esporádicos, ainda que não tenha acordo com nenhuma equipa.

É, também, nessa condição de piloto a tempo parcial que Ogier vai defender o título mundial, começando no Rali de Monte Carlo, evento de que é o recordista de vitórias, com 10.

"É o rali que mais significa para mim e aquele que me fez sonhar, pelo que foi um momento de grande orgulho vencê-lo pela 10.ª vez no ano passado. O objetivo será o mesmo desta vez, mas nunca se torna mais fácil", frisa Ogier.

Sem Rovanperä, a Toyota promoveu o sueco Oliver Solberg, que conquistou o título de WRC2 com a marca japonesa e com a qual venceu o Rali da Estónia, única prova de 2025 que disputou aos comandos de um Rally 1.

De resto, a Toyota mantém Elfyn Evans, o finlandês Sami Pajari e o japonês Takamoto Katsuta.

A Hyundai, que perdeu Tänak, tentou recuperar Oliver Solberg mas o sueco recusou voltar a uma casa de onde foi despedido no final de 2022.

Por isso, a marca coreana resgatou o espanhol Dani Sordo, que em 2025 conquistou o Campeonato de Portugal de Ralis. Para além do catalão, a Hyundai faz alinhar o belga Thierry Neuville (campeão em 2024), o francês Adrien Fourmaux e o finlandês Esapekka Lappi.

Na M-Sport Ford, destaque para a ascensão do irlandês Jon Armstrong, vice-campeão europeu, que se junta ao também irlandês Josh McErlean, ao luxemburguês Gregoire Munster e ao letão Martins Sesks.

Tal como em 2025, o campeonato volta a ter 14 provas, o mais longo calendário da história, com Portugal a surgir a meio, como sexta jornada, depois de Mónaco, Suécia, Quénia, Croácia e Espanha.

Seguem-se, depois do rali português, Japão, Grécia, Estónia, Finlândia, Paraguai, Chile, Itália (trocou de data com o Japão) e a prova final na Arábia Saudita.

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