«Se a chuva viesse mais cedo era bom...»: o olhar dos pilotos sobre o Rali de Portugal
Competição arranca esta quinta-feira, com três classificativas à tarde
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Uns preferem chuva, outros nem tanto. E é natural que assim seja, face ao impacto diferente que a precipitação pode ter em classificativas de terra, como é o caso do Rali de Portugal. As previsões admitem para possível precipitação já na tarde desta quinta e sexta-feiras, tornando-se bem mais presente no sábado e domingo.
Para quem abre a estrada até ao fim do dia de sexta-feira, como é o caso de Elfyn Evans e Takamoto Katsuta - os pilotos da Toyota serão, respetivamente, o primeiro e segundo na estrada - a precipitação até pode ser uma boa notícia.
"A chuva, acredito que virá mais no sábado e domingo, mas espero que venha mais cedo, se viesse era melhor para nós. Se não vier, será bom na mesma. Adoro este rali e o meu engenheiro é português", referiu Takamoto Katsuta, lembrando o papel de Adriano Sousa. Aliás, a dupla esteve recentemente no Estádio do Dragão, a assistir ao jogo do título do FC Porto com o Alverca, e Katsuta até recebeu uma camisola personalizada das mãos de André Villas-Boas, presidente dos dragões e aficionado dos desportos motorizados.
Elfyn Evans é o líder do WRC. "É sempre muito bom voltar a Portugal. Este início de temporada tem sido muito forte por parte de toda a equipa, mas para nós esta prova será difícil no arranque. Vamos fazer o que pudermos. É certo que, com chuva, ser 1.º na estrada dá a possibilidade de minimizar danos em relação ao que seria com o piso seco. Quando a chuva aparecer, que nos permita manter as coisas controladas", apontou o piloto da Toyota.
Na Toyota há um jovem piloto, de 24 anos, que ainda não venceu nenhum rali esta temporada, mas vem de quatro pódios consecutivos: 3.º na Suécia e Quénia, 2.º na Croácia e 3.º nas Canárias. "Se será o 5.º seguido? Espero que sim! Não tem sido fácil, mas isto é bom para a nossa confiança, para ver que conseguimos obter bons resultados. Neste rali, teremos de dar o nosso melhor e esperamos estar na luta com os outros. Quanto à chuva, depende da quantidade... Se for pouca, tudo bem, se for muita já vai ser mais complicado para todos", afirmou.
Já a voz da experiência de Sébastien Ogier, que venceu cá em 7 ocasiões e é 9 vezes campeão do mundo, fala de um "desafio extra para todos". "O tempo será instável e muita coisa pode acontecer. As condições de aderência vão mudar, poderá haver lama em alguns locais, então teremos de antecipar", afirmou o francês da Toyota, lembrando que Portugal "tem um lugar especial" no seu coração e confiando que poderá conseguir aumentar o recorde de triunfos na prova portuguesa.
Thierry Neuville chega a Portugal com vontade de recuperar dos últimos golpes que sofreu no WRC, sobretudo aquele da Croácia, em que chegou a ter a vitória na mão, mas viu-a fugir por entre os seus dedos na power stage final. "É bom voltar às provas de terra, onde costumamos ser rápidos. Neste fim de semana, devemos ser mais competitivos. Quanto ao tempo, vai depender da quantidade de chuva e do momento em que ela aparece. Todo o rali, desde a sua extensão, o perfil das superfícies e a chuva, será mais um grande desafio", referiu o belga da Hyundai, que até foi o mais rápido no shakedown desta quarta-feira.