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Honda CRV: geração eletrificada

SUV entra na sexta etapa da carreira iniciada em 1995. É o primeiro híbrido ‘plug-in’ da marca na Europa

A entrada do CR-V na sexta geração acompanha os novos tempos, assumindo a eletrificação como o caminho a seguir. O SUV do segmento C surge naturalmente modernizado face à anterior geração, quer na estética, quer nas propostas em termos de motorização, quer ainda na tecnologia incorporada.

aAs diferenças no exercício de estilo mantiveram a pose musculada devida a um SUV, reforçando a identidade através da nova secção dianteira (com assinatura luminosa mais afilada, grelha de maiores dimensões) e de uma traseira onde também se registam alguns traços distintivos. O CR-V cresceu em comprimento e tem maior distância entre eixos, pelo que houve ganhos na habitabilidade - que é um dos trunfos - e na bagageira, agora com 587 litros de capacidade.

A vertente da utilização familiar está bem presente, mas a Honda procurou também manter características ‘off-road’ e não descurou a inspiração desportiva. Aqui expressa na posição de condução, com visibilidade assinalável e um ‘feeling’ que tenta estar mais próximo de uma berlina - não obstante a maior altura ao solo. O interior ganhou personalidade, com a utilização de novos materiais e opção por linhas simples pontuadas pelo ecrã tátil que controla o ‘infotainment’ e pelo painel de instrumentos digital com 10,2".

Considerado o ‘porta estandarte’ da marca em território europeu, o novo CR-V chega ao mercado com importante passo na eletrificação. Pela primeira vez, a Honda propõe um modelo híbrido ‘plug-in’ na Europa e é esta versão que inicia carreira no nosso país. O sistema associa renovado motor 2.0l a gasolina (ciclo Atkinson) a motor elétrico com 184 cv de potência, servidos por caixa automática CVT e bateria com 17,7 kWh de capacidade.

Este híbrido ‘plug-in’, que conduzimos durante a apresentação europeia realizada na região de Gaia/Douro, reivindica 82 quilómetros de autonomia em modo 100 por cento elétrico e consumos, digamos, frugais depois de esgotada a bateria - precisa de duas horas e meia para chegar aos 100 por cento de carga. Cumpridos esses 82 quilómetros, o sistema permite condução idêntica ao de um híbrido autorecarregável.

A questão do preço (61.500 euros) pode parecer um óbice, mas o equipamento e a tecnologia associada acabam a justificar esse posicionamento. Afinal, o CR-V assume ser rival de modelos como o Hyundai Santa Fé, o Volvo XC60 ou o BMW X3.

O trunfo da segurança

O maior destaque da lista de equipamento do CR-V é o sistema de segurança e auxílio à condução, designado ‘Honda Sensing 360’. A juntar aos 11 airbags, o CR-V inclui câmara frontal com raio de 100 graus e quatro radares dispostos em redor da carroçaria, oferecendo vigilância a 360º: O sistema reconhece viaturas, peões, margens e sinalização da estrada, bem como aviso para eventual tráfego em cruzamentos de fraca visibilidade. Tem reconhecimento de sinais de trânsito; ‘cruise control’ adaptativo; assistência à travagem de emergência e aviso de saída de faixa de rodagem. A Honda em Portugal fixou o preço nos 61.500 euros ‘chave na mão’, mas no início de 2024 haverá opção menos onerosa, a versão híbrida autorecarregável, com o mesmo bloco 2.0l, motor elétrico e bateria de 1,06 kWh, que prevê consumos abaixo dos 6 litros/100 quilómetros. Esta versão, com tração dianteira, deve custar 56 mil euros. Está ainda prevista versão com tração integral com o mesmo sistema híbrido autorecarregável.

Por Paulo Renato Soares
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