Renault Mégane R.S.: ao volante do desportivo de 280 cv

Uma experiência inesquecível

A terceira geração do Renault Mégane R.S. está no mercado com um motor 1.8 turbo de 280 cv, o mesmo que está disponível no Alpine A 110. Mas pesa mais 340 kg e isso faz uma grande diferença…

A imagem não engana. O imponente "spoiler" dianteiro com amplas tomadas de ar e o difusor traseiro que integra a saída de escape em posição central vincam o estilo de um Mégane onde se destacam as largas cavas das rodas (+60 mm à frente e +45 mm na traseira), que permitem montar jantes com 18 polegadas (19 em opção), deixando ver as volumosas pinças dos travões e os travões de disco com 350 mm à frente e 290 mm na traseira. Todas estas alterações visam potenciar a eficácia aerodinâmica e o comportamento dinâmico.

HABITÁCULO. O interior é menos exuberante. A diferença passa pelos detalhes específicos, sublinhados por toques de vermelho e sobretudo pelas volumosas baquets dianteiras em alcantara, que garantem todo o apoio e a envolvência necessária. Elas roubam algum espaço na traseira, mas quem se preocupa com isso num automóvel com estas características?...

MOTOR. O motor 1.8 Turbo debita 280 cv de potência e, tanto ou mais importante do que isso, são os 390 Nm de binário sempre presentes entre as 2.400 e as 4.800 rpm. É uma larga margem de utilização, que garante a elasticidade nas respostas a qualquer momento.

Na fase de lançamento este motor esteve associado a uma caixa automática EDC 6 de dupla embraiagem (desde 40.480 €), mas brevemente também vai contar com uma caixa manual de seis velocidades (a partir de 38.780 €). A diferença de preço são 2.700 €, mas num desportivo com estas características a caixa automática vale o que custa.

AO VOLANTE. O compromisso entre o conforto e as exigências de uma condução desportiva merece aplausos. Isso é tão evidente na estabilidade direccional como na tracção desde tracção à frente, mesmo sem diferencial (disponível na opção Cup).

Os batentes hidráulicos da suspensão filtram as irregularidades do piso e isso é tão verdade no modo de condução "Comfort", que convida ao passeio, como nos modos Sport e Race, que tornam a suspensão mais dura e seca privilegiando a adrenalina. Pode dizer-se que este Mégane e R.S. Falta o resto da frase é polivalente.

A suspensão, ajudada pelas rodas "auto-direccionais" (4Control, que varia milimetricamente o alinhamento), evitam o adornamento da carroçaria na inserção em curva, evitando o escorregamento do eixo dianteiro e permitem colar no chão toda a potência, em aceleração. Por isso a estabilidade direccional é excelente, chegando a digerir alguns excessos de optimismo do condutor.

Saiba todas as características do carro em 'Aquela Máquina'.

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