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Renault Rafale: o terceiro elemento

Após o Austral e o Espace, repete-se a plataforma para SUV coupé do segmento D

A Renault prepara-se para lançar novo modelo construído a partir da plataforma que serve o Austral e o Espace – aqui referenciado recentemente. O terceiro elemento desta família nascida sobre a base ‘CMF-CD’ chama-se Rafale, estreia-se hoje oficialmente e é um SUV coupé que entra no segmento D e assume posição de topo de gama.

A primeira apresentação aos jornalistas não incluiu ‘test-drive’, permitindo apenas contacto estático com o modelo que vai buscar o nome a um avião de combate - o ‘caça’ Dassault Rafale, construído em França a partir de 1986. A referência aeronáutica é um daqueles pormenores de ‘marketing’ ligado naturalmente à tecnologia, inovação e exercícios de ‘design’.

O Rafale partilha muitos elementos com o Austral e o Espace, mas o exercício estético do modelo também construído na fábrica espanhola de Palencia é distinto. Os traços ‘coupé’ da secção traseira; as linhas esculpidas nas laterais (com proteções) e a altura ao solo estabelecem diferenças substantivas para os outros elementos da ‘família’.

O interior tem semelhanças, principalmente no ‘cockpit’, onde surge sem surpresa a aliança entre painel de instrumentos e ecrã tátil em ‘L’ invertido. Mas esta versão do ‘OpenR-Link’ é diferente, nas animações e na forma como disponibiliza a informação. Os dois lugares traseiros beneficiam de solução interessante para o apoio de braços – com ligações USB e capaz de acolher ‘tablet’ ou ‘smartphone’.

A Renault mantém a aposta na linha ‘Esprit Alpine’ e o Rafale tem por isso cor de carroçaria exclusiva (azul Alpine), entre mais quatro opções; apontamentos específicos no interior – não há utilização de couro e os bancos desportivos exibem o logo ‘A’ que pode… iluminar-se. A marca francesa propõe também o teto de vidro (tal como no Espace), com sistema de escurecimento de quatro posições que, diz a Renault, reduz até 85 por cento os efeitos dos raios solares.

O novo modelo pode ser encomendado a partir de janeiro de 2024 e as primeiras unidades chegam ao nosso país entre abril e maio do próximo ano. Compreensivelmente, não há ainda projeção de preço.

Sistema ‘full-hybrid’

A pose a sugerir pujança do Rafale não depende apenas do exercício estético. O novo modelo da Renault tem 4,710 metros de comprimento; 1,610m de altura – as rodas de 20 polegadas ajudam – e 1,860 de largura. A distância entre eixos é igual à exibida pelo Espace e a motorização escolhida também.

A marca francesa escolheu a solução ‘full hybrid’ presente nos outros modelos com a mesma plataforma, pelo que temos automóvel com 200 cv de potência retirados de aliança entre motor 1.2l a gasolina, motor elétrico e bateria autorecarregável de 2 kWh e 400V.

Sem surpresa, o Rafale também utiliza o sistema de 4 rodas direcionais ‘4Control’ e suspensão traseira ‘multilink’ – para otimizar o conforto a bordo. Naturalmente, não faltam os sistemas de segurança e auxílio ao condutor (22) e os modos de condução ‘abrigados’ sob o sistema ‘Multisense’ – controláveis no ecrã tátil ou através de comando no novo volante. A assinatura luminosa não prescinde dos faróis LED ‘Matrix Vision’.

Tração integral está na agenda

O estatuto topo de gama do Rafale garante-lhe uma diferença substantiva para o Austral e o Espace. Na agenda da Renault – e com entrada em ação no segundo semestre de 2024 – está uma versão com tração integral.

O Rafale ‘4x4’ terá 300 cv de potência e esse incremento para a versão de início de carreira é conseguida com a inclusão de motor elétrico no eixo traseiro. As características ‘full hybrid’ mantêm-se.

Por Paulo Renato Soares
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