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Ricardo Leal dos Santos, Hélder Rodrigues e Elisabete Jacinto carregam em 2009 as ambições portuguesas na Argentina e no Chile, na 31.ª edição do rali Dakar, que se realiza pela primeira vez fora do continente africano.
Com a crise a bater à porta, Carlos Sousa e Miguel Barbosa, que à partida seriam os nomes mais sonantes da participação portuguesa, ficaram impossibilitados de viajar para a América do Sul, em grande parte devido à falta de apoios e patrocínios.
"Estavam reunidas todas as condições técnicas com a equipa da BMW. Sentimos muitas dificuldades em arranjar apoios e tivemos que abdicar. São os reflexos da crise financeira", explicou à Agência Lusa Miguel Barbosa, que participou no Lisboa-Dacar em 2006 e 2007.
Depois de ter deixado a Lagos Team, o veterano Carlos Sousa, que conta com 11 participações na competição, optou por falhar o próximo Dakar de modo a "não sobrecarregar os patrocinadores".
"Acho que foi a decisão mais acertada, mesmo se tomada contra a família, alguns amigos e até alguma imprensa, pois todos achavam que eu não deveria perder este Dakar", disse o piloto, que obteve o seu melhor resultado em 2003, com o quarto lugar.
Leal dos Santos confiante
Com Sousa e Barbosa de fora, Ricardo Leal dos Santos, que soma seis presenças na competição, vai percorrer as planícies da Patagónia, o deserto de Atacama e a Cordilheira dos Andes como a principal figura portuguesa nos carros.
"Tenho boas hipóteses e experiência de todos os tipos de terreno para enfrentar uma corrida surpresa", disse à Lusa o piloto de 36 anos, que apenas por uma vez não concluiu o Dakar.
Rodrigues é maior figura nas motos
Nas motos, com Ruben Faria afastado devido a uma lesão numa vértebra sofrida durante o Rali do Dubai, Hélder Rodrigues, o único piloto da Team Lagos em prova, aparece como a maior figura lusa e lidera o grupo de seis motards portugueses que vão partir dia 03 de Janeiro de Buenos Aires.
"O meu principal objectivo é lutar pelo pódio. Poderei ser o melhor português de sempre se chegar pelo menos em terceiro", apontou Hélder Rodrigues, que conseguiu um quinto lugar no Lisboa-Dakar’2007.
Jacinto sozinha nos camiões
Com 44 anos e com os olhos postos na sua 10.ª participação no Dakar, Elisabete Jacinto, que é novamente a única presença portuguesa na prova de camiões, está determinada a fazer uma "boa prova".
"Tenho uma condução relativamente rápida e cometo poucos erros, o que é importante num rali duro, longo e rápido como este. Acredito muito na minha preparação física, espírito de sacrifício e capacidade de concentração, mas o camião já não é novo. Tem mais de 70.000 quilómetros e algum desgaste", garantiu.