O piloto português Ricardo Leal dos Santos (à direita na foto) garantiu, esta quinta-feira, que quer melhorar o sétimo lugar alcançado no Dakar do último ano, embora admita que tenha de ajudar os chefes da equipa Mini.
Na apresentação da equipa Mini para o Dakar'2012, Leal dos Santos disse que o objetivo "é melhorar o sétimo lugar da estreia" numa equipa oficial, que já tinha sido "muito bom, porque tinha sido metade do 14.º do ano anterior".
"O meu objetivo é estar perto do pódio, pelo menos nos quatro primeiros, dentro de dois anos. Se for este ano... melhor. O objetivo é chegar lá de forma consistente", referiu.
Ricardo Leal dos Santos considera que o Mini "é melhor" em relação ao BMW X3 que pilotou no Dakar'2011, apesar da base ser semelhante, o que vai facilitar a habituação.
A Mini apresenta o francês Stephane Peterhansel, nove vezes campeão do Dakar, e o espanhol Nani Roma, que venceu uma vez em motos, como chefes de fila, com Leal dos Santos como terceiro piloto.
"Há uma equipa que tem três pilotos. Eles são campeões do Dakar e favoritos a ganhar. A estratégia base é eles irem o mais para a frente possível para controlarem a corrida e eu ir o mais perto possível para os ajudar em qualquer coisa que aconteça. Mas, no Dakar, tudo pode acontecer. Já houve vezes em que os pontas-de-lança ficaram e os outros é que avançaram", afirmou.
Contudo, Leal dos Santos considerou que o seu "ritmo de base é mais lento" do que o dos seus companheiros de equipa, lembrando que a sua "estratégia é sempre muito mais prudente, mais defensiva".
"No ano passado, houve etapas muito duras, como dunas de lama, que não estavam previstas, nas quais saltavam bocados do carro por todo o lado. Mantenho o meu estilo de condução, muito rápido, mas muito seguro. Não me preocupo com o mesmo calibre de pormenores, mas sim em levar o carro até ao fim da etapa. Antes, se partisse um guarda-lamas já não tinha mais nenhum para substituir", recordou.
Também presente em Campo Maior, Peterhansel disse que Leal dos Santos "tem uma grande hipótese de chegar ao 'top 5', porque tem um excelente carro". "No ano passado, terminou em sétimo. Este ano, tem excelentes hipóteses de terminar entre os cinco primeiros", referiu.
Para o francês, a 10.ª vitória no Dakar, quarta em automóveis, "é o grande objetivo" para a corrida da Argentina e do Chile, até porque tem "um bom carro, pois o novo Mini é bom e rápido, e a equipa também é boa".
"É diferente do BMW, é melhor, porque tem um centro de gravidade mais baixo, é mais leve, a suspensão é melhor, o motor é melhor. São coisas pequenas, mas que dão uma grande evolução", referiu.
Peterhansel coloca-se entre os favoritos, mas lembra que "há muitos pilotos rápidos" e que ele não é o mais rápido. "Não sei o que tenho de diferente. Agora tenho muita experiência. É uma corrida longa. Ás vezes, temos de ser calculistas, de ter uma estratégia. Agora, com a experiência é mais fácil. Espero que seja uma boa escolha estar na Mini. Não é apenas o piloto, também tem de se ter sorte", disse.
A apresentação da Mini deu aos jornalistas e outros convidados a possibilidade de fazer um "co-drive" com um dos três pilotos da equipa, além de visitas à fábrica da Delta, ao museu do café e à adega da marca.