A segurança e o terrorismo sempre foram questões sensíveis no “Dakar”, não sendo por acaso que a prova se transferiu do palco africano para a América do Sul. Por isso, a organização do rali convocou ontem uma manifestação de solidariedade contra o atentado ao jornal satírico “Charlie Hebdo”, que provocou 12 mortos. Os agentes envolvidos na prova reuniram-se no acampamento no final da 5.ª etapa, entre Copiapo e Antofagasta (697 km), no Chile, e fizeram o seu protesto simbólico, numa jornada onde a armada portuguesa registou alguns ganhos, mas também algumas perdas.
O motard Ruben Faria (KTM) cometeu um erro de navegação no início e não foi além do 15.º lugar, caindo dois postos na geral, mas Paulo Gonçalves e Hélder Rodrigues, ambos em Honda, viram o trabalho recompensado, ao registarem, respetivamente, a 5.ª e 6.ª posições, mantendo-se 3.º e 10.º na escala da geral. No topo, o espanhol Marc Coma (KTM) aproveitou para ganhar a etapa e aproximar-se do compatriota, Joan Barreda (Honda), na liderança.
Nos carros, Carlos Sousa (Mitsubishi) também não foi feliz, ao acabar em 19.º, lugar que o fez perder o top 10 da geral (é 11.º), enquanto Leal dos Santos (Nissan) foi 25.º e subiu ao top 20. Na frente, o qatari Nasser Al-Attiyah (Mini) não arriscou e acabou no 4.º posto, controlando os opositores. A vitória coube ao russo Vladimir Vasilyev (Mini).
Já o espanhol Carlos Sainz (Peugeot)capotou e abandonou.