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Dakar2021: Ruben Faria acredita na vitória da Honda

• Foto: Direitos Reservados

O português Ruben Faria mostrou-se esta sexta-feira confiante na repetição da vitória da Honda na prova das motas no rali Dakar de todo-o-terreno, conseguida em 2020, primeiro ano em que orientou a formação nipónica como diretor desportivo.

"O objetivo é chegar ao dia 15 de janeiro com a primeira posição e com todas as motas entre os 10 primeiros", destacou o diretor desportivo da marca nipónica, que em 2020 interrompeu um domínio de 19 anos (18 vitórias) da KTM.

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A 43.ª edição do Dakar arranca este sábado, com a disputa de um prólogo de cerca de 10 quilómetros, que conta para a classificação final.

"Não será uma especial muito longa mas terá um pouco de navegação, esperemos que não seja muito complicada", disse o antigo piloto algarvio, que em 2013 terminou na segunda posição a competição dedicada às duas rodas.

Em 2017, Faria foi obrigado a terminar a carreira nas pistas depois de uma queda sofrida no Dakar2016, disputado na América do Sul, quando corria pela Husqvarna, ter provocado uma lesão no pulso direito.

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"Quando parei, foi devido a uma lesão, na sequência de uma queda, com alguma gravidade. Fiquei maltratado do pulso direito. Vi que não dava mais. Já tinha 41 anos, mas até estava a ser o meu melhor Dakar", recordou, em declarações à Agência Lusa.

Foi ainda com a Husqvarna que se iniciou no papel de 'team manager', em 2017, antes de experimentar o lugar de co-piloto de André Villas-Boas, num Toyota, que terminou depois de um impacto violento numa duna, em 2018.

Em 2019, assumiu funções dentro da estrutura da Honda, tendo sido promovido a diretor-geral em 2020, ano em que conquistou a primeira vitória para o construtor da asa dourada, após sete anos de tentativas.

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"Participar a trabalhar diretamente para os pilotos e esta organização dá-me um certo gozo. Na Husqvarna, ainda fui 'team manager', porque ainda tinha um ano de contrato e não pude correr devido à lesão. Nesse ano, custou-me um bocadinho vê-los arrancar e foi bom para aprender", contou Ruben Faria, explicando que "60% do trabalho é feito antes da prova".

Sobre as funções que desempenha, Ruben Faria sublinha que "ser 'General Manager' é cuidar de toda a equipa, nas várias áreas".

"Sou muito exigente e quero que seja tudo o mais perfeito possível, o que numa prova como o Dakar não é fácil, porque alteram-se regras todos os dias, cortam-se especiais por causa do mau tempo. Mas conseguimos adaptar-nos rapidamente às circunstâncias", disse.

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No ano passado, foi o primeiro Dakar na Arábia Saudita, o que acabou por ser benéfico. "Quando se muda de zona, de país, de tipos de terreno, não há 'feedback' dos anos anteriores. Foi novo para todos. Conseguimos adaptar-nos e saiu bem", frisou.

Sobre o país que este ano volta a acolher a prova, Ruben Faria diz que "tem um cenário imponente" quando "na América do Sul era sempre o mesmo". "Este é um Dakar igual ao de África. O deserto é como o da Mauritânia, segundo me disseram os pilotos", comparou.

Apesar de estar agora mais dedicado a funções nos bastidores, não perdeu ainda o 'bichinho' da competição.

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"Tive de saber sair. Mas ainda gostava de poder participar no Dakar de carro. Fomos encaminhados a ser pilotos e queremos ser pilotos até ao final da vida. De mota, há um limite, normalmente físico, mas gostava de fazer de carro, que é mais seguro. Para já, não foi esse o meu destino, foi este", concluiu.

Ao longo da sua carreira, Ruben Faria foi campeão nacional de motocrosse e supercrosse, tendo, depois, passado pelo enduro e supermotard antes de se fixar, definitivamente, no todo-o-terreno.

Fez a sua estreia no Dakar em 2006, na primeira edição que ligou Lisboa a Dakar, no Senegal, tendo vencido a segunda etapa.

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Ao todo, venceu quatro especiais em 10 participações (nove de mota e uma de carro) enquanto piloto, contando com uma vitória à geral como diretor desportivo, na Honda, em 2020.

Por Lusa
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