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O rali começou hoje, com as verificações administrativas e técnicas que, da nossa parte, correram de uma forma bastante tranquila. Colámos os autocolantes com o número 506 no nosso MAN e estamos prontos. Digamos que o dia hoje se trata de uma preparação para a prova que começará realmente na segunda-feira.
Contudo, todos nós temos a sensação de que esta já começou há alguns dias. Isto porque nas corridas sempre damos o máximo de nós próprios, não aceitamos a derrota e temos como princípio que todos os problemas têm uma solução.... e que é nossa obrigação encontrá-la. A ideia é não deixar que nada nos impeça de progredir e de chegar onde queremos e, mais uma vez, provámos que assim é.
As circunstâncias obrigaram a que a equipa viesse para Marrocos reduzida a quatro elementos. Viemos mais cedo porque precisávamos de fazer alguns quilómetros pois o motor foi todo reconstruído. Reservámos assim dois dias para treinar e andar o maior número de horas possíveis.
O Marco desempenhou, pela primeira vez, o papel de navegador o que nos permitiu rolar com algum ritmo. Ao fim da primeira manhã constatámos que uma anomalia nos amortecedores nos impediria de concluir a prova... o que, de forma alguma, estava no nosso programa.
Empenhámo-nos e, em alguma horas, conseguimos que um técnico da marca de amortecedores se deslocasse a Agadir para nos solucionar o problema. Abandonamos a região do treino e viemos para a cidade. Contudo, faltava-nos material, daquele que habitualmente não se transporta de avião. Em poucas horas tínhamos tudo o que precisávamos mas não sem algum stresse, alguma adrenalina e emoção. O trabalho foi concluído no espaço de tempo disponível e mais uma vez ficámos com esta sensação de que, de facto, somos capazes de encontrar soluções para os problemas mais difíceis...e este é o grande desafio das corridas. Põem-nos constantemente à prova.
A concorrência nesta prova é enorme, mas voltámos a ter esperança!
Por Elisabete Jacinto