Estamos em Fez prontos para dar início ao Rali Oilibya du Maroc, uma prova da Taça do Mundo para as motos e automóveis. Os camiões ficam de fora desta regulamentação e, por isso, correm todos numa categoria designada por Open. São Open todos os veículos que não se encaixam, por alguma razão, nas exigências técnicas da FIA. Para nós está bem! É assim desde sempre. O inconveniente é que partimos depois de todos os outros concorrentes, já tarde, pela hora de maior calor.... Na prática é como se existissem duas corridas no mesmo percurso, sujeitas às mesmas regras mas com classificações separadas. É por não haver uma classificação conjunta que temos de partir depois de todos os outros e, por consequência, ultrapassar todos os dias os mesmos concorrentes FIA mais lentos. Estes dois aspectos, partir tarde e ter de efetuar sempre as mesmas ultrapassagens, são os aspectos de que menos gosto nesta corrida.
Hoje todos os concorrentes se apresentaram aqui em Fez, no Complexo Desportivo, onde foi verificada toda a documentação e as características dos veículos de competição de modo a definir a categoria em que cada um participaria. Não correu da melhor forma desta vez. O desejo de aderir às novas tecnologias levou à criação de um site na net onde todos os concorrentes se deveriam inscrever. O facto de não ter funcionado como era suposto provocou um atraso enorme pois toda a documentação teve de ser apresentada no momento. Depois foi a instalação do novo modelo do Iritrak, aparelho que permite localizar todos os concorrentes no terreno, que não queria funcionar, sabe-se lá porquê!
Lá para o fim do dia a organização vai apresentar a lista definitiva de concorrentes e ficamos prontos para a primeira etapa. Nós participamos com o número 453 e os nossos seis adversários são de alto nível. Para conseguir um bom resultado temos que ser perfeitos na condução, na navegação e não podemos ter qualquer problema mecânico. A sorte não pode andar por muito longe!...
Por Elisabete Jacinto