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Elisabete Jacinto está de partida para mais uma competição – viaja amanhã –, o rali de Marrocos, que se disputa entre 13 e 19 deste mês e mesmo antes da prova se iniciar, a portuguesa sabe que ficará para a história: foi considerada piloto prioritária, tal como Gerard de Rooy e Miki Biasion. “Não há registo de pilotos de camião estarem entre os prioritários e isso, confesso, deixa-me bastante orgulhosa”, afirmou Elisabete Jacinto, ontem, na edição da Hora Record da CM TV.
Entusiasmada e com objetivos bem definidos, a piloto portuguesa traça como meta “ficar entre os primeiros três camiões e nos 10 primeiros da geral”. E Elisabete Jacinto explica que ser piloto prioritária pode beneficiá-la, caso haja uma etapa que lhe corra menos bem: “Este estatuto é dado pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) a quem habitualmente ganha ou tem bons resultados e dá a possibilidade de a organização da prova optar por colocar um desses pilotos, que tenha uma etapa menos boa, na frente à saída da etapa seguinte.”
Ao volante do Oleoban/Man Portugal, Elisabete espera uma competição renhida – são cerca de 2 mil quilómetros com um percurso de 1.500 quilómetros cronometrados – e admite que as dunas continuam a enervá-la um bocadinho, “já que há sempre surpresas... os camiões só têm uma determinada maneira de subir e um erro nessa abordagem pode fazer com que o camião tombe”, explica.
Elisabete confessa que este é um rali do qual “gosta imenso”, referindo-se à organização e também ao percurso, e um desafio em que está apostada em ter sucesso. “Aquelas pistas de Marrocos satisfazem-me imenso”, diz, sabendo no entanto que não pode “cometer erros”, para ser bem sucedida.
Elisabete parte já amanhã para poder, no local, “afinar” todos os pormenores do seu camião, um trabalho que se repete a cada prova e que tem permitido à piloto portuguesa alcançar resultados de destaque e o reconhecimento dos seus adversários.