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Elisabete Jacinto quer o pódio no Africa Eco Race

A portuguesa Elisabete Jacinto mostrou esta sexta-feira o desejo de terminar no pódio a próxima edição da Africa Eco Race, embora admitindo que a vitória na prova todo-o-terreno que se disputa no início de 2017 seria um sonho difícil de concretizar. A largada é no Mónaco, a 31 de dezembro, mas só começa a sério em Marrocos, terminando a 14 de janeiro, em Dacar (Senegal).

"Eu adorava ganhar o Africa Race. Ficar à frente dos 'camazes' é daqueles sonhos que, muito provavelmente, não estará ao meu alcance. Eles têm meios muito superiores aos meus e teria mesmo que ter a sorte toda do meu lado e o azar do deles. Eu luto sempre para estar no pódio e um lugar aí já é bom. Essa é sempre a minha meta", frisou a piloto da MAN à margem de um passeio promovido no camião da equipa, em Coruche.

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Para Elisabete Jacinto, a nova estrutura do veículo e o novo motor, com 830cv, dão uma maior motivação, mas salientou que o tipo de condução terá que ser mais cauteloso. "Estou cheia de expectativas. Tenho um motor melhor, mas sei que tenho que ter cuidado com a sua utilização, em que não posso cometer erros e ser perfeita na condução. Se fizer tudo certinho e não cometer erros, consigo fazer um bom resultado", acrescentou.

Questionada sobre a importância da vertente física e psicológica nas provas todo-o-terreno, a piloto referiu que ambas têm que se complementar. "O camião é um veículo muito difícil em todos os aspetos. A parte psicológica tem que ser muito forte, sólida e ter um físico que me ajude a suportar o cansaço. Se me cansar vou cometer erros e se não tiver resistência física a cabeça começa a ceder. É uma luta e um erro no camião paga-se muito caro", explicou.

Já quanto aos custos que este desporto implica, a piloto, de 52 anos, lamentou "as dificuldades em conseguir patrocinadores" e, por consequência disso, "o objetivo passa por realizar três provas por ano".

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A terminar, Elisabete fez questão de salientar que o trabalho de equipa tem sido decisivo. "Conhecemos os feitios de cada um e sabermos lidar uns com os outros ajuda. Nas corridas estamos cansados, ansiosos e todos querem dar o seu máximo. É por ter uma boa equipa que consigo ter bons resultados. O mérito não é só meu", concluiu.

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