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Desta vez, a meta é assumida e não deixa margem para dúvidas. Hélder Rodrigues entra na edição de 2013 do Dakar com o objetivo de vencer. “Vou para ganhar”, disse o motard de Almargem do Bispo em recente entrevista ao nosso jornal, estabelecendo assim fasquia ambiciosa e bem definida.
Para a prova de 14 dias que vai ligar o Peru ao Chile [com passagem pela Argentina], Rodrigues conta com uma nova moto e também com nova equipa.
Aos 33 anos, o piloto tem estatuto de oficial na Honda e, claro, condições que lhe podem trazer vantagens face a anteriores participações. “Vou ter mais condições para andar na frente”, diz Hélder Rodrigues, ressalvando que a preparação para o Dakar e o pouco tempo de trabalho com a nova máquina podem funcionar como obstáculos.
Liberdade
“Só em junho vi a moto, foi tudo feito muito rapidamente, mas a partir de julho e até dezembro trabalhámos no duro”, conta. A diferença entre o estatuto oficial e o anterior acaba por ser, segundo Hélder Rodrigues, alguma libertação. “Agora há várias pessoas no projeto e o meu trabalho é andar na moto, tentar não me perder e fazer uma boa corrida”.
A navegação é crucial, mas a experiência do piloto também é um fator a ter em atenção. Afinal, esta é a 7.ª participação no Dakar – para trás ficaram já dois 3.ºs lugares, em 2011 e 2012. Para lá de todas as dificuldades que estarão bem presentes ao longo das duas semanas de prova é preciso contar com os adversários.
O francês Cyril Després [ajudado pelo português Ruben Faria] é natural candidato ao triunfo. Mas pilotos como Jordi Viladoms e Joan Barreda(Husqvarna), Francisco Lopez (KTM) ou David Casteau (Yamaha) devem ser levados em conta.
ARMADA NACIONAL
Ruben Faria
Aos 38 anos, o piloto nascido em Olhão avança para a 6.ª participação no Dakar. De novo aos comandos de uma KTM, Faria integra a equipa oficial e tem mais uma vez a missão de ajudar o francês Cyril Després, vencedor em 2012.
“Enquanto estiver nesta posição de “mochileiro” vou acumulando anticorpos para esse instinto de querer ganhar”, sublinha o algarvio, sem descartar naturalmente a hipótese de uma boa classificação.
E essa pode ser, afinal, fazer melhor do que o 8.º posto obtido em 2011.
Paulo Gonçalves
Com 33 anos, o piloto de Esposende tem já 6 participações no Dakar. Conta uma vitória em etapas e já fechou uma das edições, em 2009, no 10.º lugar.
Outra vez aos comandos de uma Husqvarna 450 RR, Gonçalves tem condições para entrar nos primeiros 5 postos da geral. Onde estava, aliás, em 2012, até receber forte penalização que o fez cair na classificação.
“Tal como em 2012, o objectivo passa por conseguir terminar no pódio”, diz o nortenho.
Pedro Bianchi Prata
Aos 38 anos, esta é a 6.ª presença do piloto portuense no Dakar. Embora com classificações relativamente modestas, Bianchi Prata tem uma espécie de medalha: terminou as 5 edições anteriores, pelo que os objectivos para este ano são idênticos.
Levar a Husqvarna TE 449 até ao final, em Santiago do Chile, a 20 de janeiro.
Fazer melhor do que o 30.º posto (a classificação mais alta que já atingiu) e olhar para os 15 primeiros são as metas de Bianchi Prata.
Mário Patrão
O piloto natural de Seia faz, aos 37 anos, o primeiro Dakar da carreira. Os objectivos passam por chegar ao fim da prova.
Aos comandos de uma Suzuki RMZ 450, Mário Patrão terá como principal obstáculo as etapas em que a navegação é crucial.
“Não se aprende a navegar em dois ou três dias”, lembra o piloto, que preparou esta participação com a entrada no Rali de Merzouga (5.º posto) e uma bateria de testes em território marroquino.