Dakar: Alonso é o 20.º piloto a trocar F1 por Dakar, mas apenas dois venceram

O português Tiago Monteiro chegou a alinhar na partida em 2008, em Lisboa, dois anos depois de ter deixado a Fórmula 1

• Foto: EPA

O espanhol Fernando Alonso será o 20.º piloto de Fórmula 1 a tentar a sua sorte no Rali Dakar de todo-o-terreno, que começa no domingo na Arábia Saudita, mas o primeiro com o estatuto de campeão mundial.

Nas 41 edições já realizadas, apenas dois desses pilotos conseguiram vencer o Dakar, sendo que o português Tiago Monteiro chegou a alinhar na partida em 2008, em Lisboa, dois anos depois de ter deixado a Fórmula 1. Contudo, essa foi a edição cancelada devido à ameaça de ataques terroristas, pelo que não chegou a juntar o seu nome a esta lista.

O belga Jackie Ickx foi o primeiro dos antigos pilotos de Fórmula 1 a ter sucesso no deserto, ao vencer a edição de 1983, terminando na segunda posição em 1986 e 1989. Antes de tentar a sua sorte na então maratona africana, Ickx vencera oito corridas de F1

Ainda nas pistas, o belga, tal como Fernando Alonso em 2019, venceu as 24 Horas de Le Mans e o Mundial de Resistência.

O outro piloto a conseguir vencer o Dakar foi o francês Jean-Louis Schlesser, em 1999 e em 2000, num buggy da sua autoria.

Schlesser marcou presença em duas corridas de F1. Uma em 1983, com a RAM, em que não conseguiu a qualificação para o GP de França. A outra foi o GP de Itália de 1988, como piloto de reserva da Williams, tendo terminado na 11.ª posição.

O chileno Eliseo Salazar, que disputou 37 corridas de F1 entre 1981 e 1983, além das 500 Milhas de Indianapolis e das 24 Horas de Le Mans e Mundial de Ralis, também passou pelo Dakar em 2009 e em 2012.

Os franceses Jacques Laffite e Philippe Alliot correram o Dakar em 1988, mas de mota.

O suíço Clay Regazzoni, que na década de 1970 venceu cinco Grandes Prémios (GP de Itália de 1970 e 1975, GP da Alemanha de 1974, GP dos EUA de 1976 e GP de Inglaterra de 1979) antes de um acidente em Long Beach (GP dos EUA) o deixar paralisado em 1980, fez o Dakar de camião.

Já o italiano Alessandro Caffi, que disputou 75 GPs, fez o Dakar de 2012 como forma de angariar fundos para a luta contra a droga e o álcool.

Por sua vez, o japonês Ukyo Katayama, que em 1994 marcou cinco pontos pela Tyrrel, alinhou no Lisboa-Dakar de 2006 com um veículo alimentado a biocombustível.

Apesar de não ter passado pela F1, o francés Sébastien Loeb foi um dos últimos grandes nomes do automobilismo a passar pelo Dakar. Entre 2016 e 2019 venceu 13 etapas com um Peugeot, mas nunca conseguiu a vitória final.

Outros grandes nomes dos ralis também passaram pelo Dakar, como o escocês Colin McRae ou os finlandeses Ari Vatanen (venceu o Dakar com Peugeot e Citroën por quatro vezes) ou Juha Kankunen (venceu em 1988 com a Peugeot).

Em declarações aos meios de comunicação espanhóis já na Arábia Saudita, Alonso admitia que "há sempre uma expectativa muito grande" em tudo o que faz. Por isso, tentará "aproveitar" e que "ninguém fique dececionado".

"As pessoas devem entender que nesta disciplina há grandes pilotos, marcas e autênticas lendas nesta corrida, pelo que concentrar a preparação toda em apenas seis meses torna impossível chegar ao nível de alguns deles", avisou

Fernando Alonso foi campeão mundial de F1 em 2005 e 2006, com a Benetton, sucedendo ao alemão Michael Schumacher.

Esta será a sua primeira participação no Rali Dakar.

Por Lusa

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