Pilotos portugueses entre os penalizados por usarem relógios que não são da marca Rebellion

Além do trio luso, um dos apanhados foi Alexandre Pesci... o dono da marca suíça

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O Dakar é um rali especial, a começar desde logo pelo facto de ser considerado o mais duro do Mundo. É também um palco para momentos de destaque, alguns positivos, outros negativos e outros... insólitos. Aquele que lhe trazemos agora faz parte desta última categoria e envolve uma peculiar penalização que pode ser aplicada aos pilotos ao longo da aventura. Tudo por causa de um acordo comercial...

Basicamente, segundo o regulamento da competição os pilotos estão proibidos de utilizar relógios que não sejam da marca suíça Rebellion, em concreto o modelo Edition Dakar, feito especialmente para este rali todo-o-terreno e que foi entregue a todos os participantes antes do arranque da competição. Quem quiser fazer as especiais com o relógio no pulso, tem de usar este modelo. Caso contrário, está proibido de utilizar esse acessório e, caso seja apanhado a infringir a regra, será penalizado em 30 minutos. Se for apanhado a infringir a regra uma segunda vez... é mesmo desqualificado!

O mais incrível de tudo é que já vários pilotos foram penalizados por esta regra, incluindo três portugueses: Fausto Mota, Helder Rodrigues e Gonçalo Reis.

Mas não é tudo. E aqui é que a situação assume contornos ainda mais surreais. É que um dos penalizados dá pelo nome de Alexandre Pesci, que não é menos do que o presidente da... Rebellion Timepieces e proprietário de Rebellion Racing. Pesci até não infringiu a regra, mas o seu copiloto Stephan Kuhni levava no pulso um relógio de outra marca, algo que levou de imediato à sanção dos comissários.

Note-se que a proibição de utilização de outros relógios que não o Rebellion Edition Dakar visa essencialmente impedir que os pilotos possam tirar partido de outros sistemas de navegação (disponíveis em grande parte dos smartwatches mais recentes), que poderiam naturalmente permitir vantagem em relação aos demais concorrentes.

Note-se que a Rebellion produziu três relógios diferentes na sua coleção do Dakar: o Twenty-One, avaliado em cerca de 5 mil euros, o Predator 2.0, com preços próximos dos 25 mil euros, e ainda o Predator, o mais caro, com um preço superior a 27 mil euros.

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