África Race: Elisabete Jacinto em missão de resgate
"Tenho sempre um medo enorme que isto nos aconteça. Um carro é muito fácil colocar em pé, mas um camião é obra...
A piloto portuguesa Elisabete Jacinto (MAN) participou este sábado na missão de resgate do MAN do belga Noel Essers, que tombou nas dunas, acabando por terminar a 11.ª etapa do rali Africa Race em segundo, atrás do checo Tomas Tomecek.
A etapa entre Tenadi e Kebemer, no Senegal, num total de 597 quilómetros, 203 dos quais cronometrados, ficou marcada pela missão de resgate em que foram envolvidos todos os camiões em prova durante quatro horas.
Segundo o comunicado de imprensa da assessoria da piloto portuguesa, ao quilómetro 27 do sector seletivo da penúltima etapa "estava poisado o helicóptero do diretor da prova, René Mettge, que 'requisitou' todos os camiões em prova" para a missão de resgate.
"Tenho sempre um medo enorme que isto nos aconteça. Um carro é muito fácil colocar em pé, mas um camião é obra. Muito nós cavámos, porque ele estava numa posição muito complicada. Só quando chegou o camião vassoura é que finalmente fomos bem sucedidos", explicou Elisabete Jacinto.
De acordo com a piloto portuguesa, o facto de terem perdido quatro horas não vai influenciar a classificação, pois foi acionado o "botão verde do sentinel" quando o camião parou e quando arrancou novamente.
"É como se estivéssemos neutralizados. Sei que fiz menos sete minutos que o Tomecek, mas só quando forem feitos os acertos é que sei se fui mesmo a mais rápida. Seria excelente para colmatar a vitória que ontem [sexta-feira] acabámos por deixar escapar", avançou.
No sitio oficial da prova, Elisabete Jacinto encontra-se na segunda posição da geral a 3:07.14 horas do líder, o checo Tomecek, que totaliza 47:33.10 horas em cerca de duas semanas de prova.
A 12.ª e última etapa do Africa Race disputa-se no domingo entre Kebemer e Dacar, com apenas 23,68 quilómetros de sector seletivo e chegada junto ao mítico Lago Rosa.