Dakar: A grande aventura
Mais de 800 mil pessoas acompanharam a partida simbólica...
A ligação entre Buenos Aires e Villa Carlos Paz assinala hoje o arranque da edição de 2015 do “Dakar”. A grande aventura começa com uma espécie de prólogo gigante, muito em função do percurso cronometrado – 175 quilómetros – e de características que a própria organização prevê como ideais para toda a gente carregar no acelerador.
Aos 175 quilómetros da “especial”, juntam-se 663 em regime de ligação funcionando este primeiro dia como aperitivo para as dificuldades que aí vêm. Cumpridas todas as formalidades das verificações técnicas, ontem foi o momento da partida simbólica. Uma festa para os adeptos presentes na capital argentina, que se tornaram assim nos primeiros a ver as grandes novidades deste “Dakar” – os novos Peugeot tripulados por Stephane Peterhansel, Carlos Sainz e Cyril Despres.
Os relatos enviados de Buenos Aires estimam que estariam ontem mais 800 mil espectadores presentes. Entre o percurso até à zona do pódio, instalado na Plaza Mayo, os números indicavam cerca de 650 mil pessoas; enquanto as restantes 150 mil seriam visitantes do parque fechado, no Tecnopolis. “Este é um momento simbólico. É o fim da preparação e o início da grande aventura”, diria David Castera, ex-piloto e atual diretor desportivo do “Dakar”.
Hipóteses
A grande dúvida sobre as hipóteses trio que vai tripular os 2008 DKR reside na juventude dos Peugeot, embora alguns observadores sublinhem que a tração dianteira (o que lhes permite pneus mais largos e menor peso) é um dos trunfos. Isto face aos Mini All4 de Nani Roma (vencedor em 2013) e Nasser Al-Attiyah e à Toyota Hilux a gasolina do sul-africano Giniel de Villiers. É, aliás, em função destes nomes que Carlos Sousa coloca o top 7 como objetivo a atingir nesta 14.ª edição da prova organizada pela ASO.
Na categoria das motos, onde há quatro portugueses, a luta pela vitória pode incluir Paulo Gonçalves e Hélder Rodrigues (ver declarações na peça ao lado), mas a grande discussão deve fazer-se entre Marc Coma (KTM) e Joan Barreda (Honda), embora haja outro nome a ter em atenção: Olivier Pain, francês da Yamaha, que será uma espécie de substituto de Cyril Despres – agora que este avançou para um lugar na discussão das quatro rodas.