De olho no pódio

Campeão mundial de todo-o-terreno em motos esteve ontem na redação de Record...

De olho no pódio
De olho no pódio • Foto: Pedro Ferreira
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Paulo Gonçalves esteve ontem a visitar a redação de Record, depois de ter sido homenageado, da parte da manhã, pela autarquia de Esposende, a sua terra natal. O novo campeão mundial de todo-o-terreno em motos tem aproveitado toda a atenção que os media lhe têm dedicado nos últimos dias, mas sempre com um discurso de futuro. Paulo Gonçalves não quer desiludir quem acompanha a sua carreira e já aponta a um novo pódio... agora “na corrida mais importante do Mundo”.

“A equipa HRC teve um domínio avassalador no Rali de Marrocos, agora é fazer, pelo menos, o mesmo no Dakar”, afirmou Paulo Gonçalves, que fala da sua mais recente conquista, a maior da sua carreira, com um largo sorriso. Difícil é esconder o orgulho que sente na medalha que exibe desde o passado dia 19, quando festejou o título mundial, pelo qual lutou até ao último minuto com o pentacampeão do Mundo, Marc Coma.

“É muito gratificante toda esta atenção. Em Esposende, não há pessoa que passe por mim e não me dê os parabéns. Têm sido dias muito agitados mas tem sido excelente”, relatou. Mas o alvoroço vai continuar. Paulo Gonçalves tem uma agenda bem preenchida até viajar para a Argentina, onde vai começar a 5 de janeiro de 2014 o Dakar, compromissos que não estavam nos planos, mas que se tornam obrigatórios depois de chegar ao topo do Mundo. Nos intervalos, o motard, de 34 anos, vai tentar conciliar a agenda com os treinos, que em Portugal passarão mais pelo trabalho físico: “Corrida, bicicleta e alguma moto, mas de enduro para fazer o trabalho técnico.”

Para o Dakar, Paulo Gonçalves aponta Marc Coma e Cyril Despres, o último vencedor do rali da América do Sul, como os seus maiores adversários, e a Bolívia como o maior obstáculo, já que é um país que se estreia nesta competição, com a agravante de “receber a etapa maratona, onde se percorrem mais de mil quilómetros sem assistência e num piso bastante duro”. Ainda assim, o piloto português mostra-se preparado para o desafio. E depois do título mundial de todo-o-terreno, não podia estar mais motivado: “Só me falta ganhar o Dakar. Não há maior incentivo do que querer fazer o pleno”, confessou.

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