Devagar para chegar longe no Dakar 2015

Ruben Faria diz ter passado mais tempo a tratar a lesão do que a treinar-se...

Devagar para chegar longe no Dakar 2015
Devagar para chegar longe no Dakar 2015 • Foto: Fernando Ferreira
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Paulo Gonçalves, vice-campeão do Mundo de todo-o-terreno em motos, deixou o que poderá ser o mote perfeito para os portugueses que vão participar na próxima edição do rali Dakar – “devagar se vai longe e nunca esse velho ditado parece ter sido mais apropriado”.

O piloto da Honda confessou ser precisamente “a pressa” que por vezes trai as suas prestações neste tipo de provas longas. “A grande dificuldade para mim tem sido gerir os 15 dias de corrida de uma forma regular, de forma a conseguir um bom resultado final. No Dakar, o meu grande inimigo tem sido a pressa”, admitiu Paulo Gonçalves, com boa disposição.

O piloto falava por ocasião de um encontro entre o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Emídio Guerreiro, e alguns dos portugueses que vão participar na edição de 2015 do Dakar, mas também da Africa Eco Race. Nas breves palavras de incentivo aos concorrentes, o governante admitiu que “seria ótimo ver um português ganhar”. “Mas não podemos exigir isso, apenas que estejam ao mais alto nível.”

Ambições

Para além de Paulo Gonçalves, estiveram presentes no encontro os motards Ruben Faria (KTM), Mário Patrão (Suzuki) e o piloto Ricardo Leal dos Santos (Nissan), todos eles participantes no Dakar, que terá início dia 4 de janeiro, em Buenos Aires. Apiloto Elisabete Jacinto (camião MAN) e os estreantes motards Sérgio Castro e Pedro Ribeiro vão participar naAfrica Eco Race.

Para Ruben Faria, a grande incógnita passa pela sua condição física. “É o segundo ano seguido que vou com uma lesão. Não foi escolha minha, mas aconteceu”, referiu o piloto da KTM a propósito da fratura numa clavícula sofrida no princípio de novembro.

“Passei mais tempo na sala de operações e na recuperação do que a treinar. Estou a fazer um esforço e a treinar ao máximo para poder fazer uma boa prova e conseguir uma boa classificação,” sublinhou.

No caso de Ricardo Leal dos Santos, trata-se de um regresso ao Dakar, agora integrado num projeto que envolve vários países: Portugal, Angola, África do Sul e Brasil. “É um projeto lusófono que junta o conhecimento técnico destas provas que existe em Portugal. Na África do Sul, a Nissan tinha um carro com provas dadas que será aquele que vou pilotar noDakar. É um projeto a três anos”, acrescentou.

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