Elisabete Jacinto: Chichi no deserto
A história de Elisabete Jacinto é caricata, mas demonstra a evolução dos ralis todo-o-terreno.
Logo após o final da última etapa do Rali da Tunísia - que a piloto portuguesa venceu, tornando-se na primeira mulher a ganhar uma etapa da Taça do Mundo, em camião - Elisabete foi forçada a deslocar-se a um teste antidopagem
Parece inacreditável que estes testes também sejam realizados em pleno deserto, mas a grande verdade é que esta conduta é cada vez mais normal em todas as modalidades.
"No final da etapa, duas pessoas da organização chegaram-se perto de mim e do Charlie (navegador da piloto neste rali) e pediram para os acompanharmos até um hotel que se situava logo ao lado do fim da prova. Já ando nos ralis todo-o-terreno há alguns anos e nunca me tinha sucedido nada deste género."
Se todos achavam que a história se ficava por aqui, Elisabete decidiu continuar a contar as peripécias: "Quando entramos no hotel e chegados à sala de testes a senhora disse para eu escolher um frasquinho e ir até à casa de banho. Quando ia a fechar a porta ela disse-me que tinha de o fazer de porta aberta, pois tinha de assistir a todo o processo, mesmo todo", contou com um ar descontraído.
"Eu até tinha ‘chichi' e resolvi rápido a questão, já o Charlie demorou imenso tempo... deram-lhe água e tudo para acelerar o processo, mas ele não estava a conseguir o que ainda tornou toda a situação mais cómica. Foi uma história muito engraçada porque nunca me tinha acontecido algo do género, estava à vontade porque não tomo substâncias proibidas", concluiu.
O único elemento da equipa a escapar ao teste foi mesmo o mecânico.
O próximo desafio da Team Oleoban será em Marrocos onde se espera que Elisabete e companhia voltem a ser controlados. Seria sinal que a vitória teria sorrido, outra vez, à equipa nacional.